quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Canalização - Cartas de Amor


Venha participar ao vivo da meditação dinâmica e canalização dos Mestres Ascensos da Fraternidade Branca, todas as quartas-feiras às 20h30. Esse grupo permite a participação avulsa ou como mensalista. Sinta a energia, venha a esse encontro respondendo ao chamado do seu coração. 
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Nome Chave: Cartas de Amor
Mestra: Pórtia
Data: 20/08/2008
Local: Espaço Alpha Lux
Canal: Maria Silvia Orlovas
Áudio: 
 ALPHA LUX 26 ANO 10  (mp3) - Clique aqui


Cartas de Amor


            Quantas cartas de amor Eu escrevi, porque Eu precisava expressar o Meu amor e, quantas cartas Eu escrevi, quanto amor Eu deixei fluir do Meu coração, porque as palavras vinham, porque vinham os sentimentos e porque quanto mais vazão Eu dava aos sentimentos de amor, mais aquilo jorrava de dentro de mim.
Naquela época Eu era uma jovem, uma menina e achava que o amor deveria ser por alguém; por um rapaz da Minha afeição. Então, Eu o tornei um príncipe. Eu o tornei um ser perfeito: O ser idealizado do Meu amor.
Quanto mais Eu falava pra ele de sentimentos, de amor nas Minhas cartas, mais Eu o amava, mais lindo ele parecia, mais perfeito ele se tornava.
Depois de um tempo Eu passei a sofrer por isso, porque ele era tão perfeito, tão inatingível e Eu tão humana, tão perecível, tão cheia de carências e de dores que não mais me deleitei com o amor. Ao contrário, passei a sofrer por ele.
Fazia parte da Minha experiência humana Me declarar em amor. Na época em que Eu vivia as pessoas sentiam amor dessa forma e elas achavam que quanto mais elas amassem, quanto mais elas sentissem aquela perfeição no outro, quanto mais apaixonadas e românticas elas fossem, mais amor elas experimentariam. Eu experimentei muita dor e muito sofrimento, porque quando senti coragem e consegui expressar o Meu amor àquele “príncipe”, tamanha foi a desilusão quando descobri que ele não Me queria tanto assim. Ele não me enxergava da forma que Eu Me mostrava e, muitas vezes, ele nem sabia quem Eu era.
Quanto Eu sofri... Quanta desilusão... Quanta decepção, mas ao mesmo tempo, dentro de mim, Eu não queria tornar aquela pessoa “humana”, porque se Eu humanizasse aquele homem, aquele príncipe dos Meus sentimentos, Eu veria nele as falhas e, vendo nele falhas, Eu não poderia amá-lo, Eu não poderia aceitá-lo e Eu não queria me doar a alguém que fosse assim tão confuso, tão problemático, tão egoísta, tão mundano.
Assim, Eu fui trocando de “príncipes”. Uma hora amei um; depois amei outro e muitas vezes me vi só, porque Eu não aceitava as pessoas como elas eram; de verdade, no Meu coração, Eu não queria aceitar e fiquei presa à Minha idealização; presa àquilo que Eu criei como amor e nesse percurso Eu adoeci. Fisicamente Eu tive uma doença séria e tive de Me afastar desses amores, dessas cartas, desses encontros românticos onde só os olhares eram trocados, porque não havia muita vivencia física.
Eu era uma nobre de certa forma recatada, porém os sentimentos eram intensos e nem um pouco recatados ou tímidos. Os sentimentos eram como bolas de fogo dentro de mim e quando adoeci Eu não podia sentir mais nada, porque o Meu corpo doía, Eu tossia muito, Eu estava realmente muito frágil.
Foi nesse momento de fragilidade que Eu tive de olhar pra Mim, cuidar de Mim; ouvir meu coração e não um coração romântico que Eu criei como meu coração, mas o coração verdadeiro, aquilo que Eu era.
Comecei a Me questionar por que Eu sofria tanto? Por que Eu estava vendo as coisas daquela forma? Por que Eu estava sofrendo como estava sofrendo? Por que o amor constantemente Me desiludia? Por que as pessoas constantemente mostravam faces tão horrorosas para Mim? Porque a vida era sempre tão difícil? Por que as pessoas não Me amavam?
Assim Eu sofri e quanto mais Eu sofri, mais adoeci, até que cheguei a um limite do Meu sofrimento e felizmente Meu corpo era jovem e havia uma força de vida, um impulso no Meu coração.
Eu comecei a olhar a vida e, como em muitas noites Eu não conseguia dormir, Eu vi muitas vezes o sol nascer. Eu pedia que as cortinas do Meu quarto ficassem abertas e Eu Me encantava com as manhãs e numa manhã Eu vi o Mestre entrar pela porta do Meu quarto. Eu sabia que era espiritual, porque a porta dessa janela dava para uma grande sacada e para um jardim. Era um lugar alto e Eu vi quando Ele entrou.
Ele Se postou ao meu lado, colocou a mão na Minha testa e assim Me perguntou: -“Por que sofre Minha filha”? E Eu disse a ele: -“Sofro por amor Pai, porque Eu quero amar, porque Eu quero ser amada, porque quero um companheiro, porque estou só”... Na verdade Eu não disse em palavras, mas a Minha mente foi se abrindo. -“Sofro, porque não compreendo Meus pais; sofro, porque Eu quero uma vida pra Mim, Eu não tenho vida”. Tudo isso vinha de dentro de Mim. Então Ele pos a mão na Minha testa e Eu vi o amanhecer. Ele disse pra Mim: -“Limpe, Minha filha, todos os seus pensamentos e o amor verdadeiro virá pra você”.
Eu Me abri para aquela limpeza como quero que agora vocês que estão me ouvindo se abram. Se abram dos seus mundos.
Se os seus mundos estão tristes sem o afeto, sem o amor, sem a prosperidade no sentido maior da palavra que é a alegria, a realização... Abram. Abram mão do seu querer, abram mão das suas idealizações, abram mão do falso conceito de amor - neste momento estamos trabalhando essa cura no grupo – e aí, Eu vi um lindo amanhecer na Minha mente.
Daquele dia em diante comecei a melhorar, porque comecei a aceitar as coisas e comecei a olhar as pessoas, as situações, o mundo, tudo aquilo que se apresentava para Mim com mais tranqüilidade. Eu passei a deixar que as coisas se apresentassem, que as pessoas se apresentassem, que as situações se apresentassem sem Me apressar em amar, sem Me apressar em acolher, sem Me angustiar em dar rótulos às pessoas e às situações.
Eu passei a sentir pelas pessoas e por todos que estavam perto de Mim mais amor, porque Eu aceitava que elas fossem o que elas eram. Eu aceitava as coisas das pessoas: Os sentimentos, as emoções e aquilo que estava ali.
Eu deixei de idealizar e comecei a ser muito, mas muito mais feliz e Me sentir mais compreendida. Eu abri mão da pressa no amor e abri mão também da pressa na Minha vida. Eu comecei a fazer as coisas com mais calma, com mais respeito às coisas e a Mim mesmo e fui sendo tomada de um contentamento, de uma tranqüilidade, de uma felicidade, porque cada pequeno ato foi ganhando beleza, foi ganhando virtude, foi ganhando sentimento, porque Eu estava presente nesses pequenos atos do Meu dia.
Eu era prisioneira da Minha mente. Eu era prisioneira daquilo que Eu achava que era o amor e a cada dia Eu sofria mais.
Foi um lindo aprendizado; algo que carrego até hoje comigo.
Eu Sou Mestra Portia e o Mestre era o amado Saint Germain.
Eu devotei Meus dias a trabalhar a serviço da Luz Dele, da divulgação da Palavra Dele, da divulgação do amor Dele, que é um amor lúcido, um amor por amor, amor sem esperar. Amor por aqueles que sofrem, amor por aqueles que Deus colocou no Nosso caminho.
As pessoas não estão na sua vida gratuitamente. Cada um que passa pela sua vida é um instrutor. Cada um que passa pela sua vida tem algo a lhe ensinar e cada um que passa pela sua vida merece o seu respeito e a sua paz.
A Chama Violeta está presente na transformação da visão. Ela é o chamado “Passo Quântico” da Era Atual, quando você se liberta da visão pequena e estreita do mundo e se abre à visão do espírito.
Façam esse processo interno de libertação.
Libertem as pessoas do seu ideal e escolham viver em vocês; cada passo em seu tempo, cada momento como uma dádiva e cada pessoa como um instrutor.
Em sintonia com a expansão da consciência e com o amor Eu os abençôo. Tenham Paz.