Ah essa nossa vida de sacerdotisa...
Dá um trabalho!
Claro que há um lado lindo, romântico, cheio de lembranças, e resgates de outras eras.
Mas há também muitos estudos, dedicação para lidar com a energia, com as ervas, limpezas, defumações etc. Pois mesmo que tenhamos muita intuição, e idéias sobre magia, é bem importante dar um grande espaço para o estudo formal, leituras, pesquisas, cursos, viagens. Por que ainda que possamos trazer lembranças de vidas passadas, se desejarmos progredir teremos que estudar.
Há também muita fantasia, e gente achando lindo, querendo fazer igual.
Assim se formam os grupos, e aparece o desafio da convivência, de saber lidar com o outro, de cuidar das pessoas, saber se colocar, saber o seu lugar, e o lugar do outro.
E vamos combinar... Isso não é fácil.
Ao longo desses anos tenho aprendido muito com a convivência, e hoje, graças à Deus tenho pessoas muito queridas, próximas, na mesma sintonia.
Que partilham objetivos, crenças, sonhos.
Mas não vamos pensar que a vida é o tempo todo florida, pois sempre existe o desafio da convivência. Algo que começa na família e segue nos acompanhando vida à fora, no trabalho, no grupo de estudos, nas amizades, e até no casamento. Conviver é sempre um aprendizado.
Foi lendo meus posts que a amiga, e terapeuta Simone Verzola lá de Florianópolis resolveu me fazer uma pergunta, que com certeza tem tudo a ver com os questionamentos de muita gente.
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"Boa tarde Maria Silvia, tudo bem? Espero que sim!! Bom... te escrevo pois acho que você é a pessoa
ideal para me ajudar em algumas questões, que pra mim, são muito delicadas.
Para te dar uma noção melhor e poder me auxiliar,
tínhamos um Clã, filosofia Wiccana. E devido a alguns motivos nos
separamos. Mas nos separamos em termos de celebrações e rituais. Até hoje
nos reunimos pra fazer uma comidinha, tomar um vinho e fofocar. Éramos 7
mulheres, fortes, batalhadoras e todas em busca da paz de espírito
e autoconhecimento. As coisas foram fluindo e eu, na maioria das vezes,
era quem organizava os rituais, dava o direcionamento. Mas o que
acontecia, é que sempre tinha textos para serem lidos, ou alguma tarefa, muito
tranquilo nada que tirasse um tempão de cada integrante para o ritual. Mas
sempre havia textos não lidos ou tarefas não cumpridas, devido a correria do
dia-a-dia. E como uma teia de aranha, uma dependia da outra para fecharmos o ciclo, e se não fossem
lidos os textos, nem sabia do que se tratava a celebração. Então isso foi
esgotando. Foram surgindo dúvidas, ideias opostas, disputas de ego, acabamos
por não realizar mais os rituais.
Decidimos preservar a amizade acima de tudo. Só que sempre tínhamos vontade de
retornar as atividades. Todas adoravam, nossas caixas de emails chegavam a uns
50 por ritual rsss... era muito gostoso!
Então me pergunto até que ponto interferir na
energia da outra pessoa? Até que
ponto se deve cobrar e deixar que pequenas coisas interfiram no andamento do
ritual?
Lidar com a opinião, com a
energia alheia é muito delicado. Não basta só montar o altar lindo se não tiver
o amparo, acolhimento, respeito e responsabilidade perante os membros do grupo.
Outra questão, mas isso é sobre mim mesma, é
difícil eu lidar com a crítica, e muitas vezes nem falo nada com medo de gerar
atritos. Então não sei o que fazer. Será o meu ego que fala
mais alto? Vaidade?
Fico muito preocupada com a opinião dos outros. Meu Deus!!!
São muitos meus questionamentos. E sinto que tem algo a mais em
vidas passadas, pois isto me chama, me atrai, eu adoro, faz parte de mim. Quero
muito de um dia fazer uma sessão
contigo de TVP. Pois esse meu medo, essa insegurança, são demasiadas.
Simone Verzola"
Entendo perfeitamente o que nossa amiga Simone relatou. É assim mesmo. Exige muita dedicação. Para um lindo ritual, são dias de preparo exigindo muito boa vontade e dedicação das pessoas, e nessa convivência surgem os impasses, os conflitos do ego, por que além de sacerdotisas, hoje somos mulheres que trabalham, cuidam de casa, filhos, marido, etc. Então manter a harmonia num clã, ainda que seja aberto, voltado a terapia, só com muito amor e com muitas concessões.
Um treino diário de levar tudo com mais leveza. E é claro, minha amiga Simone, que alguém terá que se dispor a fazer mais, se entregar, gastar, cuidar e relevar. E se esse alguém é você, siga com coragem, por que os frutos da ação, estão na própria ação, no momento em que somos muito felizes em realizar nossa missão.
Beijos a todos queridos que seguem o blog, e um especial a você sacerdotisa Simone.
MS
Quem desejar entrar em contato com a Simone












































