quarta-feira, 9 de junho de 2010

A união faz a força

Amigo leitor devo confessar que não gosto muito de ouvir as pessoas dizerem nos grupos que precisam de força, porque penso que o mundo está tão denso, com tantas coisas pesadas, tantos interesses egoístas que não precisamos de mais força, e sim de amor, paciência, tolerância, respeito.

Porém, concordo que em muitos momentos precisamos mesmo de força, mas de uma força diferente, não apenas aquela energia que nos permite suportar os desafios, pois, sei que na maioria das vezes que as pessoas pedem força estão pensando que precisam combater seus inimigos, superar suas barreiras, ou até mesmo se manter em pé. De fato, essa fortaleza encontramos na vida espiritual. Mas existe uma outra força infinitamente mais poderosa que devemos tentar acessar, e uma vez tendo conseguido esta conexão precisamos nos determinar em nos manter conectados. Essa força é o amor. É a energia que geramos num grupo de cura, num trabalho forte de oração, num Seva, serviço desinteressado que oferecemos ao próximo.

Acessar esse amor é ao mesmo tempo fácil e difícil, porque qualquer pessoa em qualquer momento pode servir, pode ajudar o próximo, pode doar amor, mas na maioria das vezes as pessoas acreditam que são elas que precisam desse amor e que não estão prontas para se doar, que precisam primeiro receber. O que elas não sabem é que se doando imediatamente estarão também recebendo.
           
O amor quando passa pelos nossos corações deixa uma trilha de sua energia e vai curando nossa percepção da vida e de tudo o que temos a nossa volta e é por isso que gosto tanto de fazer serviço. Amo ajudar os outros porque nessas horas me sinto preenchida e é isso que levo para meus amigos nos grupos e também no meu trabalho como terapeuta.

Aliás estive pensando recentemente na questão do tempo em que podemos servir, fazer o Seva. Se a maioria das pessoas trabalha muito e não tempo para mais nada, qual o tempo para servir?


Um beijo de amor e luz da MS

domingo, 6 de junho de 2010

E tudo começa outra vez...

           Depois de um feriado prolongado em São Paulo tudo começa outra vez e tenho certeza que muita gente não encara este recomeço muito bem justamente porque não está muito feliz com o que está fazendo em sua vida.

            Isso é normal... Normal ter um certo medo do recomeço de enfrentar novamente a rotina, de se ver com ou sem emprego, com ou sem um companheiro, com ou sem vontade de enfrentar os desafios da vida. Sei que quando estamos meio confusos ou tristes o recomeço é algo complicado porque seja qual for a solução que buscamos sabemos que pode dar certo ou não.

            Acho que o medo do recomeço vem do pensamento de que tudo continuará igual, ou da reflexão de que temos medo da mudança, aliás recentemente abordei esse tema num artigo que escrevi no STUM.

            De fato para muita gente é complicado se colocar, dizer o que pensa, mostrar seu desagrado por alguma coisa. Conheço muitas pessoas que falam muito bem profissionalmente, pessoas que defendem seus argumentos profissionais com muita eloqüência, mas que são uma negação quando o assunto se torna mais pessoal. E difícil demais quando o assunto é dinheiro, pedir aumento ou mesmo pedir ajuda para algo em seu benefício.

            Isso é uma espécie complicada de orgulho porque a maioria das pessoas não entendem o orgulho assim. As pessoas pensam que a pessoa orgulhosa é aquela que se acha o máximo, aquela que pensa em si mesma como superior e não aquela que luta para encontrar um bom lugar na vida e que se protege não mostrando fragilidades.

            Recomeçar deve ser algo bom, uma oportunidade de fazer diferente, e de se confrontar com seus fantasmas.

Assim amigo leitor, desejo a você uma boa semana e muita luz nesse recomeço. Sem medo de ser feliz ou de encarar as mudanças que você precise fazer. Não adie a mudança, faça agora...

Maria Silvia

quarta-feira, 2 de junho de 2010

O que nos aproxima?

            Esta semana olhando para o perfil dos seguidores do meu blog fiquei pensando naquilo que nos aproxima?

            Vi pessoas tão diferentes. Interesses tão distintos o que me deixou muito feliz. Aliás essa  é uma história que me acompanha há muito tempo.

            Tenho amigos de várias tribos e circulo por eles com total liberdade e compreensão. As vezes não tenho afinidade total por seu modo de vida, mas minha relação com essas pessoas vai alem do respeito que devemos manter numa amizade. É claro que respeito o jeito de cada um viver, claro que aprendi ao longo da minha vivencia espiritual compreender que cada um tem o seu tempo na evolução e o seus desafios, interesses e escolhas, mas o que nos une?

            No site que escrevo há alguns anos e que com certeza muitos de vocês conhecem o “Somos todos um”a filosofia básica é justamente compreender e sentir que somos parte do todo, e que de fato no nosso interior somos todos um. Mas sabemos que não é fácil conviver com as diferenças, aceitar e respeitar aqueles que não pensam como nós.

            As pessoas costumam carregar consigo desafetos, desgostos e até repulsa por coisas corriqueiras. Já ouvi gente reclamando do vento. Mas porque não gostar do vento? Porque não gostar de comer carne? O porque não respeitar escolhas sexuais diferentes da nossa?

            Agindo assim estamos ressaltando as diferenças e esquecendo dos pontos em comum que é o que nos agrega, e nos permite caminhar para uma consciência superior que está dentro de cada um de nós, mas que precisa ganhar espaço na nossa vida prática, na convivência com nossos amigos, colegas e familiares.

            Assim amigo leitor acho que o que nos aproxima é mesmo este desejo de crescer, de encontrar conforto em nossa espiritualidade, de ver alem das aparências, apesar de também gostar do belo. Pois devo confessar que sendo mulher adoro roupas novas, gosto de acompanhar a moda porque considero uma forma de expressão, de arte, de movimento e a vida precisa disso.

Um beijo a todos,
Maria Silvia