segunda-feira, 12 de julho de 2010

Falando sobre escolhas e prioridade...




            Sempre comento que aprendo muito com a vida, com as pessoas e com tudo o que me acontece. Como vocês sabem todos os domingos temos aqui no meu espaço em São Paulo um grupo de estudos sobre Valores Humanos, seguido de uma sessão de mantras e orações. E na semana anterior uma pessoa sugeriu que estudássemos o tema: Prioridade.

            Muito bacana pensar em prioridade, porque somos forçados a observar onde estamos colocando valor, onde estamos colocando foco em nossas vidas, pois muitas vezes vivemos pelo impulso e justamente por isso fazemos escolhas erradas, falamos coisas erradas e é claro que depois sofremos com as conseqüências de nossos atos.

            Acontece também de estarmos tristes e colocarmos foco exatamente no sofrimento quando deveríamos aprender com ele e depois seguir em frente encontrando outras coisas para fazer e para pensar. Afinal sofrer não deveria ser o nosso foco.

            Acho que viver a espiritualidade é justamente abrir a mente e o coração para esse tipo de observação. Na minha opinião não se separa vida espiritual da vida material, mas para isso precisamos manter olhos abertos para ver, ouvidos para ouvir. Não basta querer viver a vida espiritual é preciso praticar.

            E falando em prioridade questiono você:
Onde você está colocando sua energia?
No que tem pensado?
Como está direcionando a sua atenção?

            Porque para alcançarmos qualquer resultado precisamos prestar atenção no nosso pensamento, no foco que estamos colocando nossa energia... Pois muitas vezes queremos uma coisa bem bacana, mas se estamos tristes, complicados com o que temos que fazer, tornamos tudo muito difícil. Nessas horas a oração é fundamental. Mas não aquela prece em que pedimos coisas. Falo na oração de entrega, na meditação em que pedimos luz e nos vemos sendo embalados por ela, e limpos do sofrimento.

Um beijo a todos e uma linda semana colocando foco em coisas iluminadas e positivas.

Maria Silvia

terça-feira, 6 de julho de 2010

E por falar em fim de Ciclo!



Achei muito interessante as reflexões sobre a morte que vocês colocaram neste blog. Na verdade quando escrevi o artigo pensava na necessidade de colocarmos a nossa vida em dia. Em não deixar coisas importantes passarem despercebidas. Pois muitas vezes vamos acumulando compromissos, guardando medos e sentimento, e deixamos de falar, de expor o que pensamos, de dizer o quanto amamos alguém... E ai um dia percebemos que não podemos mais voltar atrás. Percebemos que o tempo passou, e não expusemos aquilo que passa dentro de nós.
            A Márcia, no entanto, levantou um outro enfoque que também acho muito importante, o desejo da morte. Vocês leram o comentário dela?
            Vale a pena dar uma olhadinha no que ela escreveu. Uma história triste da sua filha que está sofrendo muito querendo a “morte do sofrimento’. Aliás quem já não quis fugir de algo que trouxe dor?

            Você lida bem com a frustração?
         Quem lida bem com os nãos que recebemos da vida?

            Há algum tempo atrás escrevi um artigo que teve muita aceitação do publico. Faço uma reflexão sobre como lidar com a frustração e tomo a liberdade de trazê-lo novamente.


Lidando com a Frustração


            Desde que nascemos aprendemos que nem tudo o que desejamos acontece. Porém muitos de nós apesar de crescidos, formados em faculdades e cursos, tendo morado fora do pais e até mesmo vivenciado casamentos e separações continuam agindo como crianças mimadas que não podem receber um não como resposta. Mas infelizmente a vida é cheia de não.
            Frustração não é nada fácil. Passamos por isso quando queremos namorar alguém e esse alguém não nos deseja, quando queremos passar num concurso e não alcançamos a nota necessária, quando queremos que nosso filho se comporte de uma maneira que achamos adequada e ele não nos ouve,  quando queremos um emprego novo e ele não aparece ou mesmo nas coisas simples que dão errado quando por exemplo perdemos o horário do cinema ou levamos uma fechada no transito. As situações podem ser banais ou de fato estarem carregadas de significado mas a energia da contrariedade e da raiva de nossos intentos não darem certo nasceram da mesma fonte que é o nosso ego.
            Amigo leitor não pense que sou contra o ego ou que vou dizer que devemos nos inspirar num ser de luz como Madre Tereza e imaginar que não devemos nos abalar com as contrariedades da vida porque essa seria a situação ideal, uma sublimação de nossa personalidade e uma visão profunda e constante como alguém verdadeiramente espiritualizado deve ter. Mas não somos assim. Pelo menos por enquanto somos pessoas comuns que em alguns momentos encontram maior equilíbrio e que em outras horas sofrem se desconcertam e perdem a razão.
Ficar com raiva é natural, sentir um sufoco no coração e falar um monte de inconveniências e depois se arrepender também. O que não é normal é continuar nesta vibração e acolher a raiva como consolo e a vingança como alivio porque essas energias geram muita dor, causam doenças e não permitem a nossa evolução. Isso sem falar nos espíritos que se ligam a nossa infelicidade para nos cobrar erros do passado e do presente.
            Muitas situações podem ser encaradas como testes na nossa evolução e dependendo das nossas atitudes podem simplesmente serenar e ficar tudo tranqüilo.
            Ângela chegou até a mim com a indicação de um profissional de saúde. Moça jovem e bonita no auge dos seus vinte e seis anos resolveu morar sozinha e estava sofrendo muito para bancar sua decisão. Longe dos pais há mais de um ano não estava conseguindo fechar suas contas no final do mês porém não queria voltar a viver com a família porque considerava essa atitude o mesmo que andar para trás. Tudo isso ela me contou depois da sessão de Vidas Passadas que mostrou uma existência em que ela foi um jovem nascido entre pessoas muito simples da roça que saiu de casa em busca de fortuna e liberdade, sendo que depois de muito sofrimento terminou por retornar ao convívio familiar mas nunca mais viu os pais que já tinham morrido..
            Família as vezes nos trás muita frustração, amigos então melhor nem comentar... Nosso desempenho profissional sem reconhecimento também trás frustração porque nada disso depende apenas de nós, de nosso empenho em fazer o certo nem do nosso desejo de resultados. Assim as frustrações são desafios constantes que podem levar a depressão num estado lastimável de contrariedade. Mas o que podemos mudar em tudo isso?
            Ângela sofria exatamente neste impasse.
Não sei o que fazer estou cheia de dividas e não consigo mudar de emprego. Faço as” entrevistas, chego na boca do emprego e a vaga fica para uma outra pessoa”, disse ela num desabafo.
Sugeri que ela pensasse em voltar ao convívio com a família, porque felizmente ela tinha uma família e que este laço é muito importante na vida das pessoas. Todos nós por mais difíceis que sejam as relações sempre tiramos referencias da nossa família e espiritualmente aprendemos que não estamos juntos por acaso e sim por um comprometimento espiritual e para ter uma troca de experiências.
Sei que a minha sugestão não era algo fácil porque todo jovem quer sua liberdade e voltar atrás num caminho exige uma boa dose de humildade, mas devemos lembrar que humildade não significa se humilhar, se tornar inferior nem mesmo deveria ser um sacrifício. Voltar atrás nesse caso pode inclusive ser um ato de sabedoria e amor próprio. Porque ficar cheio de dividas se a vida poderia ser bem mais fácil?
Tudo muda com a maneira que encaramos os problemas. Todos os dias a vida nos trás experiências e escolhas que podem ser lições transformadoras ou focos de dor e tristeza. Você pode escolher não sofrer mudando a forma de encarar os fatos.
Boa sorte!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Falando da Morte. Você tem medo de falar sobre ela ?

Tenho pensado muito na morte, nos últimos tempos...


É verdade, mas não é algo triste nem pessimista. Talvez por conta da morte da minha mãe, recentemente. Pois é claro que a morte de alguém muito próximo abala nossa estrutura.

Sei que minha mãe está bem, seguindo o caminho dela, enfrentando os desafios da nova vida, porém, para nós que ficamos, fica evidenciada a certeza de que um dia também iremos.

Todos sabem da morte, todos sabem que estamos nessa vida de passagem, mas parece que falar do assunto trás mal agouro. Você pode observar que as pessoas evitam falar, viver, e se deparar com coisas tristes. Mas como trabalho com a vida espiritual e a consciência de muitas vidas não terei pudor em falar desses sentimentos frente a impermanência.

Vou compartilhar com você meu sentimento de que precisamos ter nossa vida em dia. Vou dizer para você que temos que nos esforçar para perdoar as pessoas, consertar nossos enganos porque a morte pode ser uma surpresa para qualquer um de nós. Afinal basta estar vivo para correr esse risco.

Fazendo essa reflexão me lembrei do lindo filme do Brad Pit, Meet Joe Blak, no qual ele representava a morte...

Tirando o romance, sabemos que vamos um dia partir dessa vida. No meu caso acredito totalmente que continuaremos a nossa caminhada do outro lado, mas que devemos aproveitar cada instante da nossa passagem na Terra para acertar nossas pendências.

Se você nasceu nessa família pode ter certeza que existe um motivo, e tendo ou não problemas o mais importante é se harmonizar, perdoar, compreender, aceitar, pois esse tipo de tomada de consciência, esse tipo de atitude honesta com você e com a vida trás libertação. Alivia a carga que cada um de nós carrega dentro de si.

E passar a vida a limpo em diversos setores da sua atuação com certeza trará muita felicidade.

Quero estar pronta para morrer... Mesmo que isso venha a acontecer daqui há muitos anos. E você? Como tem lidado com suas pendências? Como tem tratado seus desafios?

Você tem medo de falar da morte?

Você vê esse assunto com pudor?