quinta-feira, 14 de outubro de 2010

As sombras no caminho espiritual



Quem vê a luz também vê as sombras... Disse o Sr Pena Verde anos atrás. Ele foi o primeiro guia que se manifestou na minha vida, e veio para cuidar de minha mediunidade que estava aberta e sem filtros.
Na ocasião ele explicou que quem vê o bem também vê o mal, e que para me proteger fecharia meu campo, pois se visse as coisas difíceis que iria tratar nas pessoas, não teria condições de ajudá-las.
Confesso que isso me surpreendeu, pois estava encantada com as visões desta e de outras vidas, e impressionada com as profecias que se cumpriam, com os espíritos que eram encaminhados. Como perder a visão disso tudo? Como abrir mão de um talento?
Anos depois compreendi perfeitamente bem o ato de amor deste orientador...
Ele me protegeu dos meus medos, porque é claro que sentiria medo de obsessores que se apresentam deformados, agressivos, raivosos. Aprendi que com a ajuda dos mentores esses seres perdidos na ignorância, muitas vezes são neutralizados antes de se apresentarem em trabalhos orientados para a cura, e que se não nos cuidamos eles podem interagir com nossas sombras, ativando o que temos de pior dentro de nós.
E não pense você que o pior é algo claro. Em se tratando de sombra o pior pode ser o excesso de julgamento, a crueldade da nossa percepção da vida, a falta de perdão e de compaixão, o orgulho quando não queremos que os outros saibam de nossas falhas.
 Nem sempre o pior é fácil de se detectar. Já vi pessoas boas, conscienciosas, mas muito perfeccionistas e exigentes. Pessoas que se tornaram cruéis consigo mesmas e com o mundo. Pessoas que se esqueceram o caminho da aceitação e do perdão. Acostumadas a exigir muito de si mesmas passaram a exigir muito do outro, e com isso estão sozinhas, cansadas e sem amor.... Ai ficam presas em suas histórias prolongando um sofrimento que poderia ser aliviado.
            Há três meses propus ao grupo de estudos de Vidas Passadas, que já trabalha comigo há mais de dois anos, que nos abríssemos a perceber nossas sombras, e desde então muitas transformações aconteceram, pessoas queridas foram embora, outras sofreram muito em ver e admitir falhas, outras ainda sofreram por se sentirem perdidas sem saber o que fazer, como agir...
Foram transformações necessárias, mas nem sempre indolores, porque transformar não é fácil. Exige de nós muito compromisso, sabedoria, paciência,  perseverança, e amor.
            Ver o bem em tudo o que existe a nossa volta é um exercício de grande elevação espiritual, porque é muito mais fácil olhar o que está errado, acusar as pessoas de suas faltas do que tentar entender, perdoar, caminhar sem se importar com os erros.
            As sombras das outras pessoas estão expostas e as nossas como estão?
            Apesar de tudo isso acho que é fundamental no caminho do auto conhecimento reconhecer as sombras porque somente reconhecendo o que temos em desarmonia que conseguimos realmente mudar.
            Como dizem os mestres a cada dia quando aceitamos nos transformar ascensionamos, vencemos, curamos as nossas falhas.
            Sem a sombra não há luz!

Se você está distante cuide da sua energia na sua casa. Faça uma oração especial a mãe divina, limpe sua casa com uma mistura de canfora e álcool, acenda uma vela cor de rosa, acenda um insenso de rosas, ofereça flores e medite entregando sua energia para a sua transformação. Você não está só!

Um beijo a todos,

Maria Silvia
            

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A importância da Conexão







Amigo leitor, nosso ultimo ritual com a Chama Amarela foi lindo, uma energia muito suave e alegre envolvendo os participantes. Aliás devo confessar que essas idéias inspiradas sempre dão muito certo.

Não sei se já contei para vocês como surgiu esse ritual de Ancoragem dos Raios Divinos. Assim que inauguramos esta casa, eu e meu marido fomos para a Índia, era nosso momento de refazer as forças e de buscar iluminação, respostas profundas dentro de nós. Estávamos dando um passo importante oferecendo um espaço físico para Alpha Lux, e nem sabíamos exatamente como as coisas seriam dali para frente. A linda casa que ocupamos não era e não é um investimento financeiro e sim um lugar de trabalho e também de conexão espiritual com o sagrado.

Tinha consciência que estava criando algo novo, um lugar para estudar a mediunidade de forma científica e amorosa. Um lugar onde as pessoas pudessem fazer cursos, aprender e desenvolver o lado psicológico e intuitivo, pois Alpha Lux nunca foi um centro espírita. Aliás, respeitamos muito todas as religiões e crenças, mas nossa ideia sempre foi ecumênica e focada no estudo e na prática. Queríamos que nosso espaço se sustentasse financeiramente, mas que pessoas que não tivessem condições de pagar também tivessem oportunidade de frequentar. Claro que era um desafio. Pois como manter um lugar bom, um espaço agradável e bem sucedido e ainda atender socialmente?
 Quando voltamos para o Brasil é que tive a inspiração de mês a mês trabalhar com um grupo as energias espirituais das Chamas Sagradas e é o que tenho feito desde então. Assim, as pessoas tem tempo de receber as energias, amadurecer a intuição e busca aprendizado, e sedimentar conhecimento. Estava criado o nosso calendário anual de encontros.

Algumas pessoas, muito comprometidas com os mestres da Fraternidade Branca, tem feito parte dos grupos todos os anos, porque não se trata apenas de conhecimento intelectual e sim de vivências profundas e transformadoras. Esse mesmo grupo começou desenvolver trabalhos assistenciais maravilhosos. E por boa vontade dos participantes, a casa conta hoje também com um grupo de voluntários que atende com passes, palestras e rituais gratuitos todas as sextas feiras, além do Grupo de estudos em valores humanos de Sai Baba que acontece há anos aos domingos.
 Várias pessoas relataram sonhos com os mentores antes do encontro, viagens no astral, curas. Coisas lindas nesse despertar da mediunidade e abertura para canalização que os encontros favorecem. E é por isso que temos dado seqüência e este trabalho com redobrado compromisso.  Criamos uma conexão.

E você como tem seguido seu compromisso espiritual?

Ontem mesmo comentava com o grupo de meditação que em alguns momentos somos testados, queremos desistir, deixamos de dar importância para nossos compromissos, questionamos os resultados, enfraquecemos. Mas isso é tudo o que não devemos fazer.

A vida é nossa. Os compromissos e os resultados também são nossos.
Se a gente se compromete e faz a nossa parte o universo conspira a nosso favor, mas se esmorecemos nos testes, fugimos, vamos embora porque não gostamos de alguma coisa ou outra, quem sai perdendo somos nós.
Por isso amigo leitor sugiro que você seja firme nos seus compromissos. Assuma sua responsabilidade. A vida é sua. A felicidade é sua.
Não desista das suas crenças quando algo dá errado, ou quando rola uma decepção. Nós precisamos uns dos outros, e precisamos de grupos unidos que se mantenham na fé.
Os testes vem para todos. As coisas dão errado para todo mundo e nem por isso deixamos de acreditar. 
A fé não deve ser condicionada a resultados favoráveis. Com certeza somos maiores do que os erros.
Boa sorte para você e até logo mais.



Beijo da Maria Silvia