quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Medo de errar? Busque superar.


            Semana passada minha amiga Patrícia Rosa, que é empreiteira completando a reforma do meu apartamento veio escolher a cor de tinta do quarto da minha filha Paola de 9 anos. Como a Patrícia é uma pessoa muito cuidadosa combinou comigo que sairia para escolher a cor da parede com a dona do quarto.
            Tudo aconteceu tão rápido que quando elas voltaram nem entendi direito. Será que a loja estava fechada???
            Não. Ao contrário a tinta já estava escolhida e logo pela manhã o quarto já estava sendo pintado. Tudo isso porque Paola não teve dúvidas. A Patrícia me contou que assim que ela olhou a palheta com mil cores de tinta ela simplesmente focou a atenção e escolheu.   
            __ “Impressionante como sua filha não teve medo de errar!” Disse minha amiga sorrindo. Ouvi calada pensando que nunca fui assim, nem sou assim. Sempre que me deparo com uma escolha mil ideias surgem na minha mente, às vezes me sinto insegura com medo de errar. E foi dai que surgiu minha questão:
Porque ter medo de errar?
De onde vem essa insegurança?
Porque querer fazer tudo perfeito?
Já aprendi que querer fazer tudo perfeito é sinal de orgulho, mas entendo que se trata de um orgulho escondido, porque ninguém se sente maravilhoso, acima do erro. Ao contrário as pessoas com medo de errar normalmente se sentem pequenas, angustiadas ou pouco preparadas. E com isso querem acertar tudo para não receber críticas. Falta amor, falta autoestima para dar a si mesmo a oportunidade de refazer escolhas, caso tenha dado errado.
Analisando tudo isso fiquei pensando que as crianças de hoje são diferentes de nós. Hoje elas se dão o direito de fazer as coisas, se dão o direito de dar palpites, de seguir suas intenções e de manifestar sua individualidade. Até  de uma forma excessiva exigindo que nós pais coloquemos o tempo todo limites.
Filho não vem com manual de instruções. Nem nós...
A gente vai aprendendo. Por isso acho de vital importância o trabalho de auto conhecimento, não só nas horas em que tudo fica confuso, mas para desenvolver uma capacidade maior de análise da vida.
Penso que a vivência espiritual nos oferece a chance de ver a vida com mais clareza. Quando nos conhecemos aprendemos a nos direcionar com mais luz, com mais amor.
Os mestres ensinam que podemos errar, podemos refazer nossos caminhos, voltar atrás, pedir perdão, se perdoar.
Espero que a geração da Paola venha não apenas com a impetuosidade de fazer suas escolhas sem medo de errar, mas também com a capacidade de voltar atrás e refazer caminhos enfrentando com luz o fracasso.
Autoestima abre nossas fronteiras.
Quando nos amamos criamos coragem de fazer as coisas. Superamos o medo de errar, e nos aventuramos por novas experiências. E isso é fundamental para uma vida mais leve e mais feliz.
Desejo a você um mundo de muita cor, de muita luz e de muita coragem.

Aproveite a oportunidade de superar seus medos, de vencer seus limites. Precisamos dessa força da fé que Arcanjo Miguel nos trás para uma vida sem tantos medos com fronteiras mais expandidas.

Um beijo a todos,
Maria Silvia P Orlovas

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Cozinhando na Índia

            Acho tão feliz a gente ter o que contar, o que lembrar...
            Esta semana uma amiga que conheci na Índia em 2009 me achou no facebook e fiquei muito feliz quando conversamos e compartilhamos fotos de momentos muito especiais que vivemos juntas, quando um grande grupo de brasileiros foi comemorar o Festival Gurupurnima. Na época Sai Baba nos abençoou recebendo o grupo para uma apresentação musical e nos permitiu mostrar um pouco da nossa cultura oferecendo comida brasileira na cantina ocidental.
            Foi maravilhoso ver pessoas do Brasil inteiro atuando na cozinha, lavando panelas, picando legumes, arrumando mesas, e levando nosso tempero para a Índia. Como sempre acontece comigo, as intuições já estavam chegando antes quando aproximadamente um ano antes estava pesquisando como fazer pratos brasileiros numa versão vegetariana. Como adoro cozinhar me deixei levar nessa viagem cultural nos meus livros, e nos almoços e jantares oferecidos a minha família e amigos. Mas nunca me passou pela cabeça cozinhar na Índia, muito menos chefiar a cozinha do ashran atendendo aproximadamente mil refeições...  
            Cozinhar sempre foi uma brincadeira, uma forma de compartilhar amor, e de oferecer aconchego as pessoas. Nunca uma profissão.
            Mas estava eu lá na Índia recebendo a função deste seva, e ainda tendo que chefiar pessoas que não conhecia e que poderiam até saber muito mais ou melhor do que eu...
            Na ocasião pensei muito em porque Deus nos escolhe para determinadas funções.
Porque somos escolhidos?
            Pois é, fui escolhida para chefiar a cozinha. Que experiência!
            Foi bem difícil dizer não às pessoas que na euforia de servir, de oferecer as coisas do Brasil, queriam trabalhar.  Muita gente queria ter a chance de estar ali, e tive que dizer não a varias pessoas, porque a cozinha tinha vagas limitadas e funções bem definidas as quais os grupos tinham que respeitar. Gostaria de ter dito não com amor, com carinho e respeito, mas ainda que essa fosse a minha intenção, não posso afirmar que fui bem compreendida, ou que as pessoas saíram de lá contentes comigo. Porque nunca foi fácil ouvir um não.
            Mas garanto que se não é fácil ouvir o não, também não é fácil dizê-lo.
            E esta foi também uma grande lição que aprendi neste evento, pois tive que dizer não para muita gente, num momento em que estava muito feliz em servir, que queria ser bacana, e amiga de todo mundo. Mas as coisas são como são, e em se tratando do caminho espiritual já sabia que as coisas não acontecem tranquilamente, cada coisa no seu momento. Ao contrario, muitas vezes os desafios vem junto e as vivencias se acumulam, trazem stress. Aparece um monte de gente dando palpites, inventando soluções, ou ainda fazendo pregações de atitudes corretas e maravilhosas que não conseguimos ter.
            Nem posso comentar com você, amigo leitor, tudo o que ouvi.
Foi triste perceber que não poderia agradar a todos.  
            Meus sentimentos só serenaram depois que enfrentei muitas angústias, purificações, e me recolhi em silêncio. Tive que recorrer a solidão para encontrar forças e sabedoria. Tive que calar minha mente e deixar de me importar com os resultados, com aquilo que as pessoas iriam pensar.
            Estava na Índia, num ashran, cercada de pessoas bem intencionadas e vivendo um grande conflito, um verdadeiro desafio de convivência, espiritualidade, e auto estima.
            Numa manhã resolvi dar uma volta no jardim, sentei num banco e ali entreguei a situação às forças divinas. Pedi que Baba cuidasse daquela situação, e fiz meus votos de servir com amor, de fazer o melhor que pudesse.
            Daquele momento em diante as coisas ficaram mais leves, e os fatos se sucederam como tinha que ser, sem o meu controle. Fluíram.  
            Houve sim momentos de stress, algumas caras feias, pequenos desencontros, mas aconteceram também muitas benções e pequenos milagres como um prato que inexplicavelmente “apareceu” quando tínhamos certeza que aquela comida tinha terminado.
            O que fica dessa história além das fotos, dos sorrisos, das lembranças é a certeza de que não podemos agradar a todos, e de que o não pode ser dito com respeito e amor.

Se você desejar experimentar algumas dessas receitas deixe o seu comentário com seu pedido.

Um beijo a todos,

Maria Silvia

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Amarrações...


Tenho horror às amarrações.
Fico impressionada com a falta de escrúpulos de pessoas que recorrem a esse tipo de coisa. E é triste demais ver que em cada esquina encontramos oferta desses “serviços”, anúncios colados nos postes sujando a cidade. Mas se há oferta com certeza é porque também há quem compre.  
E o pior desse tipo de situação é ver que misturam tudo, tarot, magia, “trabalhos” denegrindo a função que tanta gente idônea assumiu. Gente que ama estudar, gente que se dedica ao bem, a instruir as pessoas e ajudar para que aconteça um mergulho interior para o despertar do Eu maior.
Amo o Tarot que é tema do meu livro “Segredos de Mulher”. Um amor que não nasceu ao acaso, o Tarot é um amor escolhido, e que também me escolheu. Muitos de vocês que acompanham o meu trabalho sabem que o despertar da mediunidade foi caótico em minha vida, aliás como costuma ser na vida de qualquer pessoa, mas no meu caso o Tarot fez parte desse caos que em seguida trouxe a construção.
Há mais ou menos 18 anos atrás estudava o Tarot, comprei todos os livros que encontrei e lia tudo a respeito. Queria desvendar o destino, compreender se meus sonhos se realizariam, e entender se tinha alguma coisa que poderia ser feita. Já sabia, no entanto, que muita coisa dependeria de minhas atitudes, por isso estudar, me conhecer melhor fazia todo sentido. Porém sabia que este conhecimento não deveria ser apenas intelectual ou psicológico, compreendia que tinha que ser algo além, mais profundo. E o Tarot foi a resposta para isso. Mas como algo profundo como é este oráculo, levou tempo e energia para entender seus mecanismos.
No meio de tanto estudo e dedicação tive um momento de fúria. Joguei tudo para o alto e briguei com o plano espiritual porque não conseguia ler as cartas. Entendia o significado, mas não conseguia juntar as idéias e chegar a um consenso, uma explicação, e foi nessa noite que a Cigana Esmeralda se apresentou como minha guia e fazendo versos me ensinou como “ler o Tarot”. Foi tão lindo esse contato que virou livro, e adoçou minha leitura da vida, porque o amor é como o açúcar para o limão fazendo a limonada. E é por saber de tudo que há por trás de uma leitura de Tarot e das vivencias espirituais que fico tão indignada com essa história de amarração.
Você já pensou no que significa ter alguém ao seu lado que não te ama, que não te respeita ou admira, mas que fica com você porque está amarrado no astral?




Acho que não há nada pior.


Amor é tudo. Se o outro não te ama, então amigo bola pra frente. Será que você seria algum dia feliz com alguém ficando com você por obrigação?




Isso sem contar nos compromissos que você estaria assumindo no astral, com seres que se alimentam das amarrações...  
Bom, como a escolha é de cada um, tenho que te respeitar, e tenho que respeitar suas escolhas, mas pense nisso.
O amor é e deve ser libertador, e você deve ser tão lindo, tão amado que naturalmente as pessoas vão gostar de estar ao seu lado.
Um beijo de amor e luz da Maria Silvia