quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Canalização - A identificação com os desejos


Nome Chave: A identificação com os desejos
Mestre: Professor da Chama Amarela
Data: 18/01/2012
Local: Espaço Alpha Lux
Canal: Maria Silvia Orlovas
Áudio: 
 A identificação com os desejos  (mp3) - Clique aqui





A identificação com os desejos


         Eu Sou um peregrino e mostrarei para vocês a Minha estória.
Eu queria muito encontrar o Meu caminho, a minha missão, a Minha vida. Eu nasci num lugar muito pobre, num vilarejo desconhecido. O Meu pai morreu quando Eu era criança e Minha mãe Me criava junto com Meus irmãos numa estória comum, como é a estória comum de milhares de outras crianças e pessoas que nascem em lugares pobres.
Eu conheci o cheiro da terra, Eu Me deliciava com a água quando chovia, quando enchia os córregos. Eu era feliz!
Ninguém quando Eu era criança Me avisou que Eu era pobre ou que Eu tinha que ser triste. Eu não conhecia a pobreza, então Eu Me achava muito rico, porque quando era a época das cheias coincidentemente as árvores tinhas frutos e Nós podíamos Nos fartar, podíamos brincar, podíamos correr e como ninguém Me disse que havia uma escrita, uma troca, um dinheiro, Eu acreditei muito na felicidade e em Deus, porque quando os tempos eram mais pesados e não havia chuva e não havia comida, igualmente Eu era feliz, porque a vida era assim. Eu tinha um sentimento de paz, de conformidade, de entendimento, de aceitação e de humildade, mas nenhum desses sentimentos eram trabalhados, porque Eu não conhecia o outro lado.
Quando Eu fui crescendo, as pessoas foram Me avisando, Me ensinando, Me cobrando, Me jogando pro mundo de desafios e Me lembro do dia em que um tio veio arrumado com roupas que Eu nem conhecia, me buscar para estudar na cidade.
Eu Fui levado num carro de boi, numa viagem longa que Eu não sabia que não teria volta.
Lá fui apresentado a um mundo de barulhos, de pessoas, de desejos, de sonhos do qual Eu pensei que nunca mais sairia, porque era uma cidade maior e porque fui sendo envolvido por aquela “teia”... A “teia” Me envolveu, as pessoas Me envolveram, os desejos Me envolveram, os sonhos Me envolveram, a necessidade de crescer, de ganhar, de ser, de ter Me envolveu de tal maneira que Eu Me identifiquei completamente com tudo aquilo.  
Mas não foi um desejo que veio da Minha alma, as coisas foram vindo para Mim e Eu fui aceitando, Eu fui sendo seduzido, Eu fui deixando a vida entrar e fui entrando na vida. Houve uma cumplicidade da Minha parte e não poderia ser diferente disso, porque Eu estava sendo jogado nesse caminho. Até que um dia Eu já sabia ler, Eu já sabia escrever, Eu já sabia o que era ser pobre, o que era ser rico, eu já sabia que Eu não era rico, Eu sabia que tinha que trabalhar muito para cumprir com as mínimas necessidades da Minha vida e Eu achava que tudo na Minha vida era mínimo e que eu não precisava de muitas coisas, então... Eu era muito conformado e muito identificado com a Minha situação; então Eu achava que todos os Meus desejos eram legítimos e que Eu tinha que buscar a satisfação de cada um dos Meus desejos: Eu era tão pobre, Eu era tão pequeno, Eu era tão necessitado, não fazia mal a ninguém; então Eu tinha direito de desejar tudo o que Eu tinha que desejar...
Da mesma forma que cresceram os Meus desejos e a Minha identificação com a vida, com as coisas, com as pessoas, com o mundo, Eu fui Me separando de Deus.
Eu não era mais feliz porque chovia. Eu não era mais satisfeito porque tinha no Meu prato uma fruta para saciar a Minha fome. Eu não era mais feliz porque alguém Me abraçava ou porque Eu tinha condições de tomar um banho ou de dormir numa cama limpa, num lugar que acolhesse o Meu corpo. Essas coisas eram básicas. Todo mundo tinha e Eu também tinha, então nada disso Me trazia qualquer sentimento de gratidão ou de felicidade.
Era assim a vida, então por que agradecer? Por que reconhecer as coisas? Não tinha mais reconhecimento e Me esqueci completamente de quem Eu era e inclusive não gostava de lembrar da Minha mãe, porque ela já tinha morrido, de quem eram os Meus irmãos, porque Eu já não Me sentia mais conectado, parecido, assemelhado com os Meus irmãos.
Eu estava completamente identificado com a vida que Eu tinha e com todos os motivos que Eu tinha para ser infeliz. Eu não queria ser infeliz, Eu tinha uma mente positiva, então Eu queria a felicidade, a realização, mas só que Eu Me sentia completamente não realizado e Eu era...
Como Eu disse, trabalhava muito e ganhava pouco e isso foi ficando tão forte e tão pesado em Mim, até o dia em que adoeci. Era uma época de calor e muitas doenças circulavam naquela cidade com pouco saneamento e muitas pessoas.
Eu vivia na Índia e entrei num processo de uma doença, de uma infecção e aquilo Me colocou no chão, Me colocou de cama. Eu comecei a tremer, Eu tive delírios e de repente Me vi projetado fora do Meu corpo. Eu era de novo aquele menino, aquela criança tomando banho num córrego, subindo em árvores, sentindo o cheiro da terra, mexendo nas plantas, correndo atrás de galinhas, abraçando a Minha mãe, brigando com Meus irmãos, sorrindo, correndo e de novo veio uma grande felicidade para Mim, porque Eu Me identifiquei com tudo aquilo que era tão simples, tão natural e Eu não queria mais voltar para o Meu corpo gasto de um homem maduro, de uma pessoa que tinha acumulado tanto conhecimentos, sabedorias, estórias, sucessos, fracassos... Eu não queria mais voltar para aquele corpo que estava sendo tratado.
Então um Ser Dourado apareceu para Mim; Ele era lindo!
Eu vinha da tradição Budista e achei que Ele era o Buda e Ele Me disse com a mão direita estendida, num gesto de bênção: “O sofrimento, Meu filho, vem da identificação com os desejos. Os Homens sofrem, porque se identificam com seus desejos e quanto mais se identificam com seus desejos mais observam que esses desejos não são realizados; então, eles se identificam com a dor, com a frustração, com o fracasso, com o insucesso. Olham pra si mesmos e se sentem fracos, impotentes, sozinhos e carentes e desta forma selam o seu destino. Eles dizem que a vida é assim, eles dizem que eles são assim. Cabe a você pensar como você quer que a sua vida seja. Cabe a você escolher com o que quer se identificar.
Aquele sonho dourado que Eu tive, de repente se esvaeceu em infinitas gotas douradas, como se fosse uma chuva e Eu despertei do Meu leito, não estava mais doente. Os remédios tinham agido em Mim, porque Meu corpo foi favorável à Minha cura.
Eu senti uma gratidão infinita, uma paz infinita e daquele dia em diante caminhei na Minha vida, caminhei para a pacificação, caminhei para Meu aprendizado maior.
Tornei-me um professor e hoje, no plano espiritual, Eu Sou um professor.
Trabalho em sintonia com a Chama Amarela, a linhagem dos Budas, dos Seres Iluminados e Estou aqui nesta escola que é um ponto de luz para Nós, servindo aos Mestres ascensos.
Quero explicar a vocês que ascensão é um processo. Eu não Sou tão Ascenso quanto é um Sydharta, um Buda Iluminado, Eu estou no Meu caminho de ascensão que é um caminho de professorado, de aprendizado, de graduações e assim, também, são vocês.
Somos todos parceiros peregrinos nessa caminhada e Me sinto profundamente agradecido e abençoado por ter a oportunidade de estar nesse escola com vocês.
Caminhem... Quero compartilhar a Minha lição com muito amor, dizendo a vocês: cuidado com aquilo que vocês se identificam. A identificação é o apego, a confirmação dos seus desejos e normalmente os homens e mulheres inteligentes têm inúmeras justificativas para dizer que os seus desejos, que as suas vontades e os seus anseios devem ser manifestados.
A mente é ardilosa, mas vocês são donos de suas mentes e devem escolher o que pensar, escolher com o que se identificar.
A luz da sabedoria, a Chama Amarela a qual Eu Sirvo com o bem amado Mestre Kutumi, com bem amado Mestre Sydharta, com bem amado Mestre Djaho abençoa vocês hoje numa energia de profundo amor.
Desenvolvam a sabedoria, a iluminação, a ascensão.
Com todo amor, Eu saúdo vocês: “Namastê!” 

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Amem as incertezas

Amem as incertezas, ou será amém às incertezas? Sempre penso que quase tudo o que planejei não deu muito certo, mas para minha surpresa tudo o que simplesmente aconteceu na minha vida foi muito bom.
Passar a virada do ano na Disney foi uma dessas surpresas. Tínhamos planejado que enquanto eu e minha sogra passeávamos tranqüilamente no out let próximo do nosso hotel, meu marido levaria minha filha Paola para a Disney daqui da Califórnia, porém naquela manhã uma guia muito querida logo cedo disse que ela precisava ir ao parque. Quem conhece a Folhinha sabe que sua vontade acaba fazendo tudo dar certo, e foi por isso que inesperadamente meu réveillon foi assim tão diferente, e aparentemente nada espiritual. Mas como já aprendi que não devo me prender às coisas nem reclamei. No fim tivemos uma inesperada hora da verdade com minha filha, e fizemos importantes combinados que com certeza ela respeitará, e esse encontro terá grande validade na nossa convivência.
A espiritualidade é assim, cheia de interessantes movimentos. As vezes mais e as vezes menos perceptíveis, mas é fato que vamos nos envolvemos nessa teia do destino. Mas afinal seria mesmo necessário conversar com a Paola naquele contexto? Isso poderia ter acontecido em outro lugar? 
Sim e não seriam respostas cabíveis. Porque as coisas, os locais, as pessoas tem uma força, e as condições que nos cercam também. Conversar com minha filha num local de sonhos, de desejos teve seu valor. E como penso que há um significado especial nas coisas que acontecem na passagem do ano, tenho que refletir que o plano espiritual também esta sugerindo mais alegria, leveza e até mais esperança na forma de viver. 
Como gosto de ler os sinais observo atentamente o que esta ao meu redor. E você como passou sua virada do ano? Foi tudo bem? Lidou com situações de stress? Se sentiu sozinha ou desamparada?
Seja o como for olhe para você mesmo e se algo não esta bom, não fique ruminando suas dores, ao contrário lide com seus desafios. Se não sabe como fazer isso abra a mente nesse novo ano. Como enfrentaremos uma regência importante do 12 arcano O Enforcado, lembre-se que o astral esta pedindo flexibilidade e desapego.

Veja mais informações no vídeo que fiz hoje dia 3 de janeiro no Mount Shasta e feliz 2012.