sábado, 2 de março de 2013

Irmãos...


Paola e João Victor, primos irmãos.

Parece muito simples a gente falar de irmãos, porque não há nada mais natural do que ter uma família, do que ser cercado de pessoas, porque o mundo é assim, mas quem são realmente os nossos irmãos?

Eu e meu amado irmão Antonio Flávio.


Um dos primeiros grandes desafios de compreensão da espiritualidade é saber ver, e praticar a irmandade, pois muitas vezes laços da carne não se completam espiritualmente, e irmãos nem sempre são irmãos no sentido maior da palavra.
Mas qual será o sentido da irmandade, se não trocar, cuidar, e verdadeiramente estender as mãos?

Irmãos!

Nivaldo e queridos irmãos e amigos em Alpha Lux.

Acho muito feliz alguém ter irmãos, mesmo sabendo que nem sempre a gente se dará bem com eles. E é bem natural ocorrer brigas, mal entendidos etc, porque é ali, no núcleo familiar que estão os nossos maiores amores, e os nossos maiores desafios, pois são essas pessoas que tem a oportunidade de nos ensinar, e nós a elas.
Aprendemos e sofremos na intimidade!

Eu e minha linda irmã Beatriz, que há 17 anos atrás começou comigo Alpha Lux

Pode ser que o mundo externo traga grandes aprendizados para cada um de nós. Afinal vivemos para aprender, mas são nossos irmãos os primeiros professores.

Trabalhar é um desafio, estudar, se formar, escolher uma profissão, conseguir ganhar dinheiro e nos sustentar no caminho que escolhermos nem sempre é fácil. Depois vem os outros desafios, como encontrar um parceiro, casar, constituir nossa própria família, e criar nossos filhos.
Um eterno ciclo que está sempre se recriando.
Mas é através dos irmãos que temos as primeiras lições de troca, de lapidação do ego.

Antonio Flávio e Kezo, irmãos na musica.






Quando crianças esse jogo começa quando temos que dividir com nossos irmãos os brinquedos, e a atenção dos familiares.  E vamos combinar que isso não é nada fácil.

O Pai está no céu, mas os irmãos estão na Terra!

E para que estamos juntos, se não para nos tornar, nesse exercício de convivência pessoas mais dóceis, expansivas, e generosas?

Paola e João Victor os primos pequenos...







Somos gulosos em tudo, queremos o amor inteiro para nós como se não fosse possível dividir nada.
Então são nossos irmãos que em primeiro lugar nos ensinam compartilhar. São eles que depois de uma briga, podem esquecer tudo e vir nos abraçar quando estamos tristes.


São eles que nem sabem que estão nos fazendo sofrer com as experiências de troca, divisão e evolução da personalidade, e da alma. Não sabem que são dotados de poder usar até a ignorância a seu favor, quando permanecem ao nosso lado mesmo depois de uma briga, e com um abraço, ou um beijo nos fazem esquecer, que por alguns momento os odiamos.
Os irmãos com sua presença, nos trazem de volta ao potencial ilimitado do amor e do perdão.

Heloiza e Paola, minhas duas filhas.

É com os irmãos que dividimos as histórias que vivemos com nossos pais.
São eles que guardam as verdades que não devem ser contadas, e que, se já tem alguma sabedoria espiritual compartilham com a gente, apenas o silencio respeitoso, das dores, e vitórias intimas da família.

Aliás intimidade é coisa muito séria.

Quem vai saber tão bem de você, se não alguém que veio do mesmo núcleo?
Que enfrentou os mesmos desafios como o excesso de cuidado, ou a ausência dos pais?
Afinal foi com nossos irmãos que combinamos encarnar para desenvolver dons e talentos.
Cumprir missão.


Mariana, Henrique, e Paola no colo do Pedro, primos irmãos.
Quando crescemos com alguém criamos uma espécie de cumplicidade que dificilmente desenvolveremos com outras pessoas, porque um simples olhar, um movimento de cabeça, ou um sorriso fala mais que mil palavras.
Somos cúmplices.

Eu e minha amiga irmã Nazaré.



Quando a gente ama não precisa explicar, nem ficar repetindo frases bonitas.
O amor entre irmãos deve suportar diferenças simplesmente porque elas existem.


O amor entre irmãos deve também se fortalecer na vitória do outro, porque é muito bom ser feliz vendo a vida do outro prosperar, dar certo. Porque quando o outro está bem, nosso coração se completa e se abre e a alma fica feliz.
Quantas coisas lindas treinamos na irmandade!

Irmandades do passado que se juntam.
Heloiza, eu, Nô, Fran, Nazaré, Jô.
Mas bom mesmo, é quando começamos reconhecer irmãos em pessoas que cruzam o nosso caminho. Em pessoas que compartilham os nossos ideais. E depois em todos aqueles que começamos reconhecer como irmãos quando os reconhecemos como filhos de Deus.
Queridos irmãos na caminhada, Mariliana, Diogo Guedes, Nory e Aline.

Agradeço a Deus a oportunidade amar meus irmãos e de ser amada por eles.
Agradeço todos os dias a chance de ser treinada para reconhecer esse amor em tantos outros também.

Arlindo de Papai Noel.
Grupo muito querido de irmãos no Seva!




















Para mim evolução espiritual é isso.
Descobrir pontos em comum. Aceitar as pessoas como elas são. Amar. Compartilhar.
Hoje graças à Deus tenho muitos irmãos, alguns que estão bem perto, outros que já passaram por mim e não fazem mais parte do dia à dia, mas que os guardo com carinho, e outros que estão chegando.
Uma grande familia se formando na Terra.
Eu acredito e dou força para isso, e você?
Vamos na luz!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Mestra Pórtia - As sombras são sempre bem vindas


Nome Chave: As sombras são sempre bem vindas
Mestre: Mestra Pórtia
Data: 06/03/2013
Local: Espaço Alpha Lux
Canal: Maria Silvia Orlovas

Transcrição: Patrícia Viégas
Edição: Diogo Guedes
Áudio:  ALPHA LUX 07 ANO 15 




As sombras são sempre bem vindas.

As pessoas buscam sempre o caminho da Luz e é natural que assim seja. Buscar a Luz, a explicação, o entendimento, a clareza das ideias e dos pensamentos.

Mas o que seria o caminhar de um homem, se vez por outra, ele não pudesse se recostar à sombra de uma bela árvore e, simplesmente, deixar o tempo passar.

O Sol, a Luz, o caminho da Luz; ele é um caminho que exige muito de cada um de vocês. Exige uma constância, exige uma disciplina, uma força, um vigor. Mas o tempo de pausa, o momento de reflexão, o momento onde você encara as suas sombras; é um momento que deve ser visto, também, como um momento de grande aprendizado.



As pessoas evitam os erros, as derrotas, o abandono, mas acaba sendo por esses motivos que encontram a vida espiritual. Olhem que grande dicotomia; vocês vêm pelo espiritual, movidos pela sombra e não pela Luz.

Por isso, é tão necessário meus amados, aceitar as sombras, os erros, as doenças, os aprendizados com as pessoas, os relacionamentos, o final de um casamento... Tudo isso é muito importante para o crescimento de vocês, faz parte.

São as grandes árvores, as grandes sombras, que podem ser acolhidas. E quando a noite chegar, não tenha tão pouco medo da escuridão. É o momento de você repousar, de aproveitar aquele tempo e simplesmente descansar, não querer conduzir a si mesmo e a vida.

Em alguns momentos, não são vocês que conduzem. Em alguns momentos, há um entendimento, uma força, em se deixar levar, com sabedoria, com integridade. Sabendo que aquilo também é um tempo e também passará.

Através das sombras, através daqueles momentos escuros; quantas almas procuram por Deus.
Quantas pessoas reveem os seus atos.
Quantas pessoas olham novamente as suas atitudes diárias, com a família, com os filhos, consigo mesmo.

As pessoas não fazem essas reflexões quando estão iluminadas pelo grande Sol, caminhando, vencendo, ganhando e vivendo a felicidade.

Da mesma forma que a noite sucede ao dia, os momentos de penumbra, quando a alma tem que se recolher; são momentos de grande aprendizado. Aceitem esses momentos.

Aceitem as suas fraquezas, aceitem os seus medos, aceitem as suas confusões. Reconheçam a sua sombra. Reconheçam o orgulho em determinados momentos, a rigidez em outros momentos, a raiva... Porque somente através desse reconhecimento, vocês terão força para viver em si mesmos e se superarem.

Descansem, quando chegar a hora de repousar debaixo de uma bela e frondosa sombra. Não há nenhum problema nisso. Não há nada errado. É apenas o seu momento do repouso, do descanso. É apenas o seu momento de saber serenar, de não buscar respostas para tudo, de não combater todas as dificuldades, de não se angustiar pelo caminho.

De que adiantaria caminhar tão rápido sem saber para onde ir?
Sem os momentos de reflexão, sem aqueles momentos profundos de reflexão; o que vocês são? Quem vocês são?

Essa humanidade que está nascendo através de vocês, deve ser uma humanidade mais rica em compreensão, em amor, em paciência e em dedicação aos valores espirituais. E isso se faz através do autoconhecimento. E é somente a força maior, do autoconhecimento, que lhes permitirá viver a sombra.

Viver a sombra, encarar esses momentos com o coração, com a mente, com o espírito aberto é fundamental, para o crescimento e para a transformação.

Estamos projetando nesse momento a visão de uma bela e frondosa árvore. Derramando sobre vocês uma sombra linda e fresca. Uma aragem muito suave.

É assim que vocês devem encarar esse momento que vivem. E tudo se tornará infinitamente mais fácil e mais tranquilo.

Em sintonia com a Chama Violeta, atuando em vocês na transformação, Eu Sou Mestra Pórtia e abençoo este grupo. Abençoo o trabalho de vocês.

Se aventurem com coragem. E descansem, repousem quando necessário.
Não façam deste repouso, um repouso triste. Não façam de um momento de reflexão um momento de angústia e de dor. Não sofram por coisas que não valha a pena você sofrer.

As transformações na vida indicam vida, indicam movimento.
Aproveitem a bênção da sombra, para repousar. Acolham a sua sombra, para que ela possa impulsionar você á sua grande Luz e á sua grande sabedoria.

Recebam as nossas bênçãos e o nosso amor. E sigam em paz.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Cuidado com o seu foco



É comum escutar as pessoas falando que precisamos manter o foco, olhar na direção que desejamos seguir, lutar para conquistar nossos objetivos, enfrentar as dificuldades e não esmorecer. Confesso que esse pensamento faz muito sentido para mim, pois sou uma pessoa determinada, lutadora e sempre tive orgulho desse meu comportamento.

Claro que ao longo da minha vida, enfrentei desafios, levei foras, fiz coisas erradas, perdi-me e também me encontrei. Não foram só vitórias e nos momentos de derrota e frustração, tive, como todo mundo, que arrumar forças para continuar acreditando e lutando por meus objetivos. Então, foi com muita admiração que me deparei com um outro aprendizado. A lição da renúncia.

Em princípio, até a palavra renúncia me soava mal, coisa de gente fraca, de falta de opinião, determinação ou vontade. Mas a vida ensina e as experiências terminam por mostrar caminhos, às vezes inesperados. Já há algum tempo tenho percebido que as pessoas estão muito estressadas, cada vez trabalhando mais, cada vez com menos tempo para cuidar da saúde, da vida pessoal, e o que dirá da consciência espiritual.

Porém, como trabalho com Terapia de Vidas Passadas dentro de uma abordagem do autoconhecimento, e em poucas sessões, acabo recebendo pessoas que desejam entender porque a vida não está dando certo, sendo que estão fazendo o seu melhor. Assim, aprendo bastante com os relatos. São pessoas que justamente lutam muito para alcançar seus objetivos e, talvez, até por isso, acabam tomando coragem para buscar dissolver os aprisionamentos de vidas passadas.

O fato é que me chamou a atenção observar o perfil e identificar pontos em comum no comportamento dessas pessoas. Todas eram guerreiras, determinadas, trabalhadoras, comprometidas, e com boa vontade. Então, por que a vida não dava certo?

Cada um tem a sua história, o seu desafio, a sua forma de lidar com a família, com os sonhos, mas é claro que existem linhas gerais que criam uma espécie de denominador comum. Então, nesse raciocínio, fui observando que esses executivos, médicos, pessoal de TI, tinham em comum um excesso de dedicação à profissão. Alguns eram bem-sucedidos, ganhavam bem, outros nem tanto, pelo menos não o que achavam merecer pelo nível de dedicação que impunham na vida profissional. Assim, ainda que empregados e com boa remuneração, essas pessoas estavam muito infelizes. Fui observando também que apesar dos seus dramas pessoais, com namorados, esposas, família, davam bem pouca importância para tudo isso. Queriam, sim, ter um companheiro ou companheira, mas a profissão, o foco do trabalho, vinham em primeiro lugar. Tudo tinha que ser superado para se dedicar ao trabalho e, por isso, a sensação de derrota, fracasso e insucesso era tão grande.

Vi casos absurdos como o de um executivo que quatro vezes por ano passava quinze dias nos melhores hotéis da Europa, mas que se sentia totalmente impotente e sem brilho. Sua condição era tão triste, que mesmo depois de ter se mudado há dois anos para São Paulo, continuava morando num flat e visitando a filha no Rio de Janeiro uma vez por mês. Não se dava o direito de descansar, pois a qualquer hora, inclusive no final de semana, poderia ser chamado. Uma verdadeira escravidão, já que, fosse qual fosse seu salário, ele vivia como um pobre! Ele me procurou depois de uma crise de estresse, quando começou a ter suores frios no elevador, medo de avião, e outras coisas.

Quando lhe perguntei sobre sua vida, olhando para o nada, respondeu-me que não tinha vida. Aliás, a sessão de Vidas Passadas mostrou um escravo em total sofrimento. Para um sujeito vestido de um impecável terno Armani, que sentido teria estar em sintonia com a energia de um escravo?

Todo, e nenhum. Porém, ele se sentiu muito mais leve depois da sessão e me disse que precisava encontrar um outro foco para sua vida, pois até então, toda sua energia foi colocada no trabalho e, mesmo tendo alcançado um bom cargo, sentia-se vazio e infeliz.
Conversamos sobre a vida e a importância de ouvir o coração, da tentativa de se abrir mais para as pessoas à sua volta. Ele até me disse que achava que estava viciado em trabalho e se sentia culpado quando deixava alguma coisa para trás. Tudo era importante, menos ele.

Se você se identificou com algum desses comportamentos, cuidado! É hora de repensar seus valores, suas crenças e a sua postura, pois a vida é sua, e só você poderá fazer algo diferente. As transformações não vem de fora, do ambiente externo. Vem de você, do seu foco. Tenho certeza que no momento que você olhar profundamente para si mesmo, a vida vai mudar.

Pode até ser que seu trabalho esteja chato e massacrante, exatamente porque o correto seja você colocar atenção num outro ponto. Porque quando estamos felizes, o natural é continuar fazendo tudo do mesmo jeito. Quando estamos infelizes, a vida está nos convidando fazer tudo diferente. Ouse ouvir a voz da alma.