quarta-feira, 13 de julho de 2011

Mais uma chance


            Esta semana nasceu meu netinho. Adam chegou ao mundo numa manhã fria, cercado de pessoas ansiosas por ver seu rostinho. No mesmo dia em que uma menininha recém nascida foi encontrada num saco plástico numa viela no bairro da Mooca, aqui em São Paulo.  De um lado um mundo de luz, do outro um mundo de sombra, mas o que definirá o destino dessas crianças? O que define o nosso caminho. Porque seja como for, essa criança foi achada, e espero que agora esteja sendo cuidada.
            O fato é que não vivemos num mundo ideal, sem traumas, sem dor, sem desafios. Ao contrário nosso mundo é farto de experiências, e ainda que acreditemos na continuidade da vida num plano espiritual, os desafios na Terra são constantes.
Se mantivermos o otimismo, que está conectado com a luz divina, tenho certeza que podemos mudar o rumo da nossa história.
            As situações apesar de tristes em alguns momentos, não devem ser aceitas como definitivas. As coisas sempre podem mudar, e dependerá da nossa sabedoria interior como nos comportar nesse mundo.

           
             Hoje de manhã pensava no quanto seria legal se pudéssemos nos comunicar com nossos entes queridos desencarnados por uma tela de computador como mostrou o filme Nosso Lar.   Seria lindo se pudéssemos contar para eles o que estamos vivendo, o que aprendemos. Seria bom demais ver o que eles estão fazendo por lá, mas enquanto divagava nos primeiros pensamentos da manhã recebi a orientação de um anjo que me acompanhava. Ele me disse:
            Minha filha, já imaginou o que aconteceria com pessoas sem amor se a morte fosse encarada como algo trivial? As pessoas deixariam ainda mais de valorizar a vida. Quem sabe atentariam ainda mais contra sua natureza. Poderiam inclusive se machucar na tentativa de fugir das experiências humanas, assim como alguns já fazem usando drogas. Percebemos que as pessoas não querem viver seus problemas. Muita gente quer fugir das dificuldades sem crescer, sem abrir a mente e o coração para uma saída mais amorosa ou no mínimo criativa.
            O mundo, a vida precisa de fronteiras, ainda que seja para vocês superá-las.
            Com certeza a morte é uma fronteira. E a vida é uma grande oportunidade de fazer tudo diferente, e enquanto estivermos vivos podemos mudar.
            Ainda assim fico pensando em como será a vida daquela menina que teve a chance de nascer uma outra vez após o abandono? Gostaria de pensar que ela não saberá do seu primeiro momento de vida, porque de que servirá saber de um abandono tão triste? De que servirá saber que nasceu sem amor? Pois se a vida é uma dádiva, alguém preso na revolta pode não aproveitar a oportunidade de viver.  
            As vezes recebo clientes com 30, 40 anos ainda tristes com o desamor dos pais. Mas de que isso adianta? Como ensinam os mestres precisamos escolher o que carregamos conosco, pois essa carga definirá a nossa existência. Se o coração estiver leve com certeza traremos a nossa volta pessoas igualmente leves e dispostas para ajudar, caso contrário vida apos vida, criaremos um cenário triste para viver.
            O mundo não é perfeito, mas com certeza pode ser um bom lugar para se viver, mesmo para a garotinha abandonada, pois os anjos colocaram uma moça para encontrá-la e oferecer a ela novamente uma chance de viver neste planeta.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Entre a Luz e a Sombra


              
               Conheço Luciana há pelo menos 8 anos quando ela me procurou para uma sessão de vidas passadas e logo em seguida começou freqüentar o meu espaço regularmente fazendo parte do grupo de meditação etc. Se procurasse um traço, um movimento que definisse Luciana acho que a palavra seria simplicidade. Lu como a chamamos é uma pessoa simples, nos gestos, nas palavras, nos sentimentos. Assim quando ela comentava ocasionalmente sobre seu trabalho nunca imaginei que o documentário que ela fazia fosse algo tão bonito e profundo. Parecia apenas mais um trabalho diferente.
               
              Nos anos que se passaram pudemos sentir as mudanças nela. Apesar de ser uma pessoa suave as vezes víamos seu rosto pesado, seus gestos preocupados mas como ela não comentava nada também não perguntávamos porque amizade também é saber ficar em silêncio junto.
               
              Quando ficamos sabendo que o seu filme tinha sido premiado no Festival internacional de Biarritiz confesso que nos surpreendeu, porque ela sendo assim tão discreta nunca mostrou a profundidade do seu sonho. Sabíamos que ela era guerreira e que tinha colocado todas suas  fichas nesse seu projeto, mas não fazíamos idéia da penetração do filme. E depois disso amigo leitor não pense que ela ficou vaidosa ou diferente, ao contrario sua posição continuou sendo discreta e tranqüila como sempre. Para nós vermos que de fato não devemos julgar os fatos ou as pessoas pelas aparências que é uma das mensagens do filme que recebeu o nome: Entre a Luz e a Sombra.
               
              A história deste filme é de arrepiar, pois é um documentário que parece que Deus se tornou o roteirista. Luciana começou filmar a história de uma atriz que tinha o sonho de mudar o mundo e vencendo todo tipo de preconceito ainda muito jovem começa dar aulas de teatro no antigo presídio Carandiru. De repente ao longo do seu trabalho junto aos detentos dois presos se transformam em ídolos da música e famosos no Brasil inteiro. Tudo por acaso. Mas será que existe acaso? Ou seria a mão de Deus fazendo Luciana documentar um drama humano e cheio de ensinamentos?
              
              A sensibilidade das lentes da câmera de Luciana mostrou a vida na casa de detenção de uma forma sutil,  e até amorosa o oposto do que todos nós imaginamos. Porque é claro que quando se pensa em presidiários imediatamente pensamos em delinqüência, em pessoa do mal, em um mundo de sombras.
Nessa balança não podemos aceitar o mal e o bem caminhando juntos. No nosso mundo os rótulos são pesados demais, assim quem é do mal não pode se regenerar, da mesma forma quem é do bem não pode errar, mas é assim mesmo que a vida acontece?

                Como ensinam os mestres as sombras mostram a luz, o bem penetra o mal, a compreensão nasce da ignorância e a transforma, e para finalizar Deus age através de nós.

                  Devo confessar que Luciana participou da quebra de um preconceito que também já carreguei comigo. Se você acompanha meus artigos sabe que no ano retrasado fui assaltada em minha própria casa e que tive uma grande aprendizado com este abalo. Mesmo durante a invasão da minha casa ficava claro dentro de mim que aquelas pessoas não eram seres de uma outra natureza diferente da minha. Sentia que fazíamos parte do mesmo princípio divino e que apenas o que nos separava era a falta da consciência amorosa e as nossas escolhas diferentes. Mas não pude deixar de pensar em meio ao turbilhão que tomava conta da minha vida naquele momento que um dia aqueles rapazes foram crianças como eu e você...   



                 O filme da Luciana é um exemplo de solidariedade verdadeira, de uma visão da vida sem preconceitos. As pessoas sensíveis precisam conferir esta obra de arte. E quando estiverem assistindo o filme lembrem-se do lema “Somos todos um” mostrado no filme com maestria.

                 Com certeza os presidiários, ali estão por conta dos seus delitos, mas afinal quem não erra? Quem pode atirar a primeira pedra?

                 Concordo que a proporção de nossas escolhas definem a nossa vida e por isso o destino nos oferece mais ou menos oportunidades, mas se não abrirmos as portas do coração para acolher, ajudar quem somos nós? Não seriamos sombras ainda mais pesadas e escuras do que daqueles que cometem erros por absoluta impossibilidade de acerto?

                  Acredito que cuidar do nosso interior e de nossa espiritualidade é o caminho para viver a integridade da experiência humana, aceitando as diferenças e fazendo a nossa parte para que os extremos não sejam tão cortantes e destruidores.

                 Se somos todos um, de verdade, temos que tomar conta daquela parte da sociedade que ainda não sabe amar...



Conheça um pouco mais sobre isso no blog: http://entrealuzeasombrafilme.blogspot.com .

                  Luciana muita luz e boa sorte a você e a seu filme. Que a mensagem do seu filme alcance o coração dos milhares de brasileiros que ainda não pensaram sobre suas próprias sombras...


Um beijo da MS

terça-feira, 28 de junho de 2011

Nosso planeta em transição


           
           
             Já li muita coisa alarmante sobre a transição planetária, e não gosto de pensar no quanto as pessoas são fatalistas. Afinal porque sempre nos fixamos nas coisas negativas?
Parece que temos a tendência a dramatizar o mundo e as nossas experiências. Lidamos muito mal com a morte, com a transitoriedade da vida. A maioria de nós não se vê como mortal. Claro que todos sabemos que se estamos vivos iremos morrer, mas ninguém pensa nisso como um fato. Olhamos a morte como algo que remotamente vai nos acontecer um dia, de preferência dormindo quando estivermos bem velhinhos, porém quase todo mundo se liga em desastres, se perturba com o fim do mundo, sofre por causa de 2012.

Se ao menos esse desgaste servisse para colocar certas regras e parâmetros mais amorosos para as pessoas praticarem seria muito bom, mas as erupções de vulcões, eclipses, terremotos, tsunamis aparentemente servem apenas para criar tumulto e perturbação na mente das pessoas. Mudanças mesmo quem fez?
            Ainda cabe perguntar porque ficar imaginando o fim do mundo se no momento da morte do corpo físico cada um de nós enfrentará o fim desse mundo temporal?
            Acho que as pessoas vivem o drama porque fogem do vazio de suas vidas, e encontram nos fatos dramáticos apelos que distraem a mente, muda o foco.


            Claro que fazemos parte do todo, e com certeza todos nós sentimos a vibração de dor daqueles que enfrentam situações dramáticas, e sempre que podemos devemos ajudar, colaborar de alguma forma, porém alem de sofrer pelas nossas pequenas misérias pessoais, e também por conta das mudanças planetárias deveríamos unir nossas forças e dirigir energia 
para transformar a consciência, mudar nosso padrão vibratório, melhorar nossas relações. Porque se não vamos morrer amanhã, ou no solstício de verão (hemisfério sul) em dezembro de 2012, precisamos nos arrumar para a convivência diária.




Gosto muito de reverenciar os ciclos da Terra justamente porque como um grande relógio contador do tempo, as comemorações sazonais nos dão a dimensão de nosso progresso. Quando pensamos que estamos no meio do ano, que faltam 6 meses para o natal, podemos agora fazer um plano para realizar naquela data. Hoje é totalmente possível planejar em dezembro estar uns quilinhos mais magro, ou concluir uma reforma necessária na sua casa, ou ainda começar um curso de inglês, ou fazer aulas de dança. Nessas festas que a religião da Deusa celebrava séculos atrás, com certeza as pessoas tinham os seus sonhos e os seus temores. Com certeza muitas relações pessoais também eram conflituosas, e os desafios ainda que diferentes, tumultuavam o sono de muita gente.
            Enfim queridos leitores, penso que desde que o mundo é mundo as mudanças, guerras, sofrimentos, privações acontecem. Sempre brinco com meus clientes e alunos que se não gostamos muito do que encontramos no mundo ai fora,  e nos sentimos desencaixados, devemos lembrar que se a nossa consciência atrapalha, pode ser que nós é que estejamos no lugar errado, fazendo as coisas erradas. Pode ser que você ou eu, deveríamos estar já conectados com nossa hierarquia espiritual esperando as nossas naves de luz.


            Os mestres ensinam ver o bem em todas as situações, pois tudo o que está a nossa volta serve para o nosso aprendizado e se somos nós que criamos essa conexão, se mudarmos por dentro com certeza a vida fora também será diferente, e viver melhor depende de nós e do esforço de cada um.

Um beijo a todos,

Maria Silvia