sábado, 16 de novembro de 2013

Aprendizados de sacerdotisa






Ah essa nossa vida de sacerdotisa...
Dá um trabalho!
Claro que há um lado lindo, romântico, cheio de lembranças, e resgates de outras eras.
Mas há também muitos estudos, dedicação para lidar com a energia, com as ervas, limpezas, defumações etc. Pois mesmo que tenhamos muita intuição, e idéias sobre magia, é bem importante dar um grande espaço para o estudo formal, leituras, pesquisas, cursos, viagens. Por que ainda que possamos trazer lembranças de vidas passadas, se desejarmos progredir teremos que estudar.




Há também muita fantasia, e gente achando lindo, querendo fazer igual.
Assim se formam os grupos, e aparece o desafio da convivência, de saber lidar com o outro, de cuidar das pessoas, saber se colocar, saber o seu lugar, e o lugar do outro.
E vamos combinar... Isso não é fácil.
Ao longo desses anos tenho aprendido muito com a convivência, e hoje, graças à Deus tenho pessoas muito queridas, próximas, na mesma sintonia.
Que partilham objetivos, crenças, sonhos.



Mas não vamos pensar que a vida é o tempo todo florida, pois sempre existe o desafio da convivência. Algo que começa na família e segue nos acompanhando vida à fora, no trabalho, no grupo de estudos, nas amizades, e até no casamento. Conviver é sempre um aprendizado.
Foi lendo meus posts que a amiga, e terapeuta Simone Verzola lá de Florianópolis resolveu me fazer uma pergunta, que com certeza tem tudo a ver com os questionamentos de muita gente.

"Boa tarde Maria Silvia, tudo bem? Espero que sim!! Bom... te escrevo pois acho que você é a pessoa ideal para me ajudar em algumas questões, que pra mim, são muito delicadas.

Para te dar uma noção melhor e poder me auxiliar, tínhamos um Clã, filosofia Wiccana.  E devido a alguns motivos nos separamos. Mas nos separamos em termos de celebrações e rituais. Até hoje nos reunimos pra fazer uma comidinha, tomar um vinho e fofocar. Éramos 7 mulheres, fortes, batalhadoras e todas em busca da paz de espírito e autoconhecimento.  As coisas foram fluindo e eu, na maioria das vezes, era quem organizava os rituais, dava o direcionamento.  Mas o que acontecia, é que sempre tinha textos para serem lidos, ou alguma tarefa, muito tranquilo nada que tirasse um tempão de cada integrante para o ritual. Mas sempre havia textos não lidos ou tarefas não cumpridas, devido a correria do dia-a-dia. E como uma teia de aranha, uma dependia da outra  para fecharmos o ciclo, e se não fossem lidos os textos, nem sabia do que se tratava a celebração. Então isso foi esgotando. Foram surgindo dúvidas, ideias opostas, disputas de ego, acabamos por  não realizar mais os rituais. Decidimos preservar a amizade acima de tudo. Só que sempre tínhamos vontade de retornar as atividades. Todas adoravam, nossas caixas de emails chegavam a uns 50 por ritual rsss... era muito gostoso!
Então me pergunto até que ponto interferir na energia da outra pessoa?  Até que ponto se deve cobrar e deixar que pequenas coisas interfiram no andamento do ritual?  
Lidar com a opinião, com a energia alheia é muito delicado. Não basta só montar o altar lindo se não tiver o amparo, acolhimento, respeito e responsabilidade perante os membros do grupo.
Outra questão, mas isso é sobre mim mesma, é difícil eu lidar com a crítica, e muitas vezes nem falo nada com medo de gerar atritos. Então não sei o que fazer.  Será o meu ego que fala mais alto? Vaidade? 
Fico muito preocupada com a opinião dos outros. Meu Deus!!! São muitos meus questionamentos. E sinto que tem algo a mais em vidas passadas, pois isto me chama, me atrai, eu adoro, faz parte de mim. Quero muito de um dia  fazer uma sessão contigo de TVP. Pois esse meu medo, essa insegurança, são demasiadas.
Muita Luz e Obrigada!!!
Simone Verzola"


Entendo perfeitamente o que nossa amiga Simone relatou. É assim mesmo. Exige muita dedicação. Para um lindo ritual, são dias de preparo exigindo muito boa vontade e dedicação das pessoas, e nessa convivência surgem os impasses, os conflitos do ego, por que além de sacerdotisas, hoje somos mulheres que trabalham, cuidam de casa, filhos, marido, etc. Então manter a harmonia num clã, ainda que seja aberto, voltado a terapia, só com muito amor e com muitas concessões. 
Um treino diário de levar tudo com mais leveza. E é claro, minha amiga Simone, que alguém terá que se dispor a fazer mais, se entregar, gastar, cuidar e relevar. E se esse alguém é você, siga com coragem, por que os frutos da ação, estão na própria ação, no momento em que somos muito felizes em realizar nossa missão.

Beijos a todos queridos que seguem o blog, e um especial a você sacerdotisa Simone.

MS

Quem desejar entrar em contato com a Simone
Contato: 48 - 9944-3919 Site: www.simoneverzola.com.br


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Mestre Lanto - Quem é o seu amigo?




Áudio
Quem é o seu amigo?

Eu fui um monge. Eu fugi para o Monastério.

Porque eu tinha uma vida muito difícil, uma família muito pobre, muitas brigas. E a vida espiritual, o caminho espiritual para mim foi uma necessidade a que eu nunca quis olhar, entender como uma fuga.
Mas, foi uma intensa necessidade. Eu queria amparo, colo, entendimento.

E no Monastério em que eu fui viver, eu não tive nada disso, porque era um lugar com muitas regras, com muitos compromissos e com muitas pessoas. E eu fiquei muito só, muito só.



E aí eu fui convivendo com muitos monges, mas sem a intimidade que eu queria. 
Eu queria que alguém chegasse perto de mim e me cuidasse e conversasse comigo e me ensinasse coisas. 
Porque eu imaginei que a vida espiritual era assim. Eu imaginei que alguém viria ao meu socorro, que me contaria história, que falaria da minha vida, ou que falaria da vida de Deus.

E, ao contrário disso, eles me mandavam trabalhar na horta, varrer o chão, consertar janelas, ordenhar a vaca, limpar o pasto... Era uma vida muito dura. E eu vivia cheio de compromissos muito pequenos. Mas, como eu não sabia ler, nem escrever, eu não tinha como progredir.

Eu não tinha, mesmo naquele monastério, mesmo no lugar onde eu estudava, eu não tinha como progredir. Porque ali os trabalhos mais importantes eram dados para monges que sabiam ler, que sabiam escrever. E eu não fazia parte daquele grupo. Então eu olhava para eles com um misto de admiração e inveja.

E parece que quanto mais eu olhava para aquilo que existia à minha volta, menor o meu mundo se tornava. Porque eu não queria ficar preso ali.

Então eu tinha um desgaste, uma má vontade, um cansaço em relação àquilo que eu tinha que fazer. Porque o mundo dos outros me parecia sempre melhor que o meu mundo. 
Era um mundo onde eles faziam trabalhos mais leves e eu achava que eles eram mais felizes do que eu.

E como ali as pessoas não conversavam muito, eram cordiais no almoço, no jantar e em alguns horários que podiam falar, mas o resto do tempo eu não sabia o que as pessoas pensavam, sentiam. Eu sabia de mim mesmo.

E durante muito tempo eu fiz as tarefas árduas do dia a dia brigando muito. Não com os outros, eu não falava palavras negativas, nem ofendia ninguém. Mas eu brigava comigo, eu brigava com Deus:
“Por que eu estava ali? Por que eu estava sendo punido? Por que eu tinha aquela história? Por que eu não podia ter uma vida melhor, uma vida mais leve, um trabalho mais bonito?”.

Eu via tantas pessoas realizando tantas coisas, tantas histórias, eu imaginava...
E aí eu voltava para mim mesmo, sempre para mim mesmo. E aí, quando eu voltava para mim mesmo, eram sempre as mesmas histórias, sempre os mesmos desafios.

E quando o tempo foi passando, eu pensei que se eu tivesse vivido no mundo lá fora...
Se eu tivesse me casado... Se eu tivesse tido filhos... Se eu tivesse tido uma mulher... Quanto eu desejei uma mulher... 
Se eu tivesse tido outras histórias, talvez eu estivesse mais feliz... Se eu tivesse feito uma outra escolha, talvez eu tivesse ficado mais feliz... Se eu tivesse um amigo...

E aí eu comecei a desejar muito ter um amigo. E, naquela altura, eu já conhecia todos os rapazes, todos os senhores, todos os homens do Monastério. Porque era um lugar grande, viviam muitas pessoas. Mas ninguém era meu amigo. Não o amigo que eu desejei ter.

Eu desejei um companheiro. Alguém com quem pudesse trocar. Alguém com quem eu pudesse falar. Alguém que pudesse me ouvir. Alguém que me compreendesse sem que eu precisasse falar. Era assim que eu imaginava um amigo. Alguém que, com um olhar, compreendesse aquilo que eu estava sentindo. Amigo, amigo... Eu quis muito um amigo, porque eu me sentia muito só. E esse amigo seria a solução para minha solidão.


E como naquele momento eu ainda era jovem, muitas vezes eu misturei um amigo com um amante. Porque eu queria um colo, eu queria entendimento. E quando esse sentimento vinha para dentro de mim, eu queria sexo. E aí eu me punia, porque eu não podia querer, não podia pensar.

Eu passei muitos dramas, que ninguém nunca soube, porque no outro dia eu tinha que acordar cedo, limpar o curral, ordenhar a vaca, cuidar da horta... Tarefas muito humildes, pesadas, cansativas, e que às vezes me curavam dos meus pensamentos. Às vezes me empurravam para os meus pensamentos, porque não preenchiam as minhas emoções.

E foram muitos debates os que eu vivi dentro de mim. E quando eu fiquei mais velho, com sentimentos mais depurados e alguns vícios mentais, coisas que eu pensava todos os dias, eu comecei a me limpar. E comecei a desejar muito um amigo.

E teve a fase em que eu pensava nos Santos, nos Grandes Seres Iluminados, como meus amigos. E depois eu não pensava mais, porque eu achava que eles deviam ter ocupações mais importantes que cuidar de mim.

E aí, por fim, eu fui descobrindo que eu tinha que ser meu amigo, que eu tinha que aprender a dialogar comigo mesmo, me acalmar, me ouvir, me corrigir, me acertar, colocar limites e me amar.

Eu comecei a descobrir que eu estava sozinho, que aquela era uma lição importante na minha vida. Porque também era para mim um aprendizado a solidão. Eu tinha que aprender a estar só. Eu tinha que aprender a me ouvir. Eu tinha que aprender a me bastar, sem egoísmo. Eu tinha que aprender a me fazer sorrir, a olhar para mim mesmo e encontrar, em mim, motivos para ficar bem.

Eu tinha encarnado como monge para me libertar das necessidades, das carências, para descobrir o valor em mim mesmo. É esta reflexão que eu trago para vocês hoje.


Eu sirvo à Chama Amarela da Alegria, da Consciência, do Saber, da Doação.

Quero explicar a vocês que cada vez que vocês se doam, que fazem pelo outro sem esperar em troca, vocês acessam uma luz interior muito profunda que preenche vocês de compreensão e de amor.

Cada vez que vocês amam alguém sem esperar o amor em troca, estão acessando a grande fonte do Amor Divino.

A solidão pode ser um passo muito grande para compreensão e a libertação. Não transformem o aprendizado de estar só num tormento. Os grupos, o amor, fazem parte do crescimento. Mas, quando alguém sabe ficar só, quando alguém ouvir a si mesmo, estará sempre preenchido e próximo do seu melhor amigo, que é você mesmo.

Quando você se sabe amigo de você, você sabe tudo. Você se preenche e você se liberta de muitas dores.

Nesse momento, espalhamos sobre vocês a energia amorosa da Chama Amarela, preenchida de Amor e de Coragem, Força ao caminhar e Luz no coração.


A serviço da Fraternidade Branca, com grande amor e reverência à Chama Amarela e ao nosso amado Mestre Kutumi, eu Sou Lanto e digo sempre a vocês: "Não nasci. Eu me tornei."

E assim todos podem seguir o mesmo caminho, se tornarem pessoas melhores do que são hoje.

Tenham Luz e sigam em Paz.

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Nome de Referência: Quem é o seu amigo?
Mestre: Lanto
Data: 13/11/2013
Local: Espaço Alpha Lux
Canal: Maria Silvia Orlovas
Transcrição: Patrícia Viégas
Edição: Diogo Guedes
Áudio:  ALPHA LUX 41 ANO 15



domingo, 10 de novembro de 2013

Para ser feliz agora!


O que será necessário para fazer um dia ser feliz?
Sol? Família unida, um amor, uma notícia feliz?
Certo?
Certo, mas também errado, por que nem sempre temos as coisas que desejamos. Nem sempre esta sol, nem sempre a família está unida, nem sempre temos um amor.
O que temos é nós mesmos.


Antes de conviver bem com as pessoas e receber coisas boas da vida, precisamos receber energia boa de nós mesmos. 
Parece simples nos amar, nos aceitar como somos, mas não é.
Ontem no grupo onde tivemos a vivência do Hoponopono, ficou claro que o primeiro passo para a cura, para o perdão é aceitação.
Aceitar quem nós somos, aceitar de onde viemos, onde estamos, aceitar nossos erros do passado, e nossas escolhas boas ou más.


Mas a vida não vem pronta.
É uma sequência de ações e reações, assim quando aceitamos nosso caminho, e fazemos as pazes com nossas escolhas, entendendo que tudo o que vivemos fez parte daquilo que somos hoje, tudo se torna mais simples.


Acho bem legal pensar que a vida está em construção, que nem tudo está pronto. E principalmente pensar que podemos mudar.
Podemos fazer diferente. Olhar diferente e semear futuras novas escolhas.


Assim amigo, não espere motivos para ser feliz.
Vá mudando pequenas coisas.
Vá se organizando para ter pequenos prazeres. Se dê o direito.
Você não precisa ir para Paris para ser feliz, ou para realizar algo que tire um sorriso especial dos seus lábios.
Acho lindo Paris. Adorei ter visitado essa cidade. Mas não estamos o tempo todo em festa, ou em férias.
E se ficarmos esperando algo muito especial acontecer em nossas vidas perdemos a oportunidade de ficar feliz hoje.


Aceite o prato do dia. Tente viver com alegria agora. Sem esperar muito das pessoas.
Se sua escolha for juntar alguns amigos e familiares e compartilhar um almoço, faça pelo prazer de estar fazendo. Não espere elogios.
Faça sua parte, e fique feliz com a vivência daquele momento.


É isso que incentivo nos meus grupos. Viver o momento.
Mesmo nos exercícios de Constelação acessando Vidas Passadas como fizemos ontem com muita profundidade e compromisso, fizemos com profundo amor, com doação, e tentando olhar os fatos e as pessoas sem julgamento, sem ficar achando o certo e o errado das pessoas e da situação. Fizemos abrindo para cura, com entrega, vivendo profundamente a compreensão do momento e de tudo que o passado trouxe, porém da qui para frente vamos com amor. Deixando o passado para trás. Sem peso. 


Assim foi nosso Luau. Um trabalho de cura, e muito aprendizado.
Quem sabe no próximo você esta com a gente?
E você amigo leitor, ainda esta esperando grandes motivos para ser feliz?

Pense em tudo isso, e bola para frente. Cuide da sua vida com amor e se entregue à aquilo que tem que ser feito, sem esperar pelos frutos.
Sua vida é agora!

Beijo da MS