segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Aprendizados com a Chama Amarela



Depois de uma linda vivência em sintonia com a Chama Amarela, passei o final de semana de castigo (Risos). Por que por algum motivo que desconheço não consegui postar aqui no blog!
Voltei para casa feliz com mais essa etapa da missão cumprida, mas confesso que estava bem reflexiva, pensando nos ensinamentos do sábado. Lembrando do pedido dos mestres: manter silêncio, observar as pessoas, observar a nós mesmos...
Será que foi por isso que o post não da a certo?
Será que precisava desse tempo para refletir sobre os ensinamentos? Pode ser...


Muitas coisas vieram a minha mente, refletia sobre a sabedoria, energia principal da Chama Amarela, que pode parecer algo distante, bonito para ler, mas nem sempre presente no dia à dia das pessoas.
Porém como precisamos de sabedoria para viver melhor?
Quantas vezes para evitar um conflito, ou defender uma posição precisamos dessa luz para compreender melhor a questão em que estamos envolvidos?
Veja as lições da Chama Amarela:

1. Gratidão

Começamos o dia agradecendo o bem estar do tempo mais fresco, mais leve, afinal tínhamos pedido tanto por temperaturas mais amenas. E foi muito, mas muito agradável mesmo meditar agradecendo o frescor. As pessoas estavam tão aliviadas com o dia fresquinho que a gratidão fluiu do coração. E foi fácil raciocinar que é muito bom poder ser grato. Nesta sintonia percebemos que temos muitas coisas para agradecer, e percebemos que agradecer alivia o peso da vida.

2. Aceitação

O grupo então chegou num outro ponto importante, a percepção de que para acessar a sabedoria, e a aceitação precisamos do silêncio.
Nesse momento várias pessoas notaram que não sabem manter o silêncio, perceberam que mesmo quando ficam quietos, suas mentes estão à todo vapor, pensando e se perdendo nos pensamentos. Alguns disseram que mesmo numa conversa do dia à dia, o pensamento é tão forte que atrapalha, pois perceberam quando alguém está falando, a pessoa não escuta, e logo vai querendo responder e ter o domínio da situação.
Resumindo ninguém aceita ninguém, ninguém se detém a escutar o outro sem julgamento. E o pior, todo mundo tem pressa, e nem sabe por que esta correndo...

3. Saber ouvir com compaixão, e olhar sem julgamento. Calma!


Vimos nas dinâmicas o quanto é importante a troca afetuosa entre as pessoas. O quanto é vital a amizade, a convivência mais amorosa respeitando o outro e tentando não julgar. Ouvir o colega, olhar o irmão, e tentar aceitar as pessoas como elas são. Pois quando estamos presos em nossos conceitos e idéias, e não nos abrimos para aceitar o mundo à nossa volta, ficamos idealizando as coisas, e as pessoas, e assim permanecemos presos ao ego, perdendo incríveis oportunidades de aprender coisas novas.
Amizades e relacionamentos duradouros são possíveis apenas quando as pessoas são generosas e compassivas.


Quem sabe no próximo encontro de Ancoragem da Chama Rosa, energia do amor, auto aceitação, perdão, harmonia interior, que acontecerá sábado dia 8 de março você vem participar também?

Vou adorar ter você por perto.

MS

Lembrando que toda quarta-feira temos um grupo muito completo começando às 20:30. Meditação, passes curativos, mantras, e a canalização.
Investimento mensal: R$120,00
Participação Avulsa: R$50,00

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Mestre Lanto - Para que servem as pedras?



Um dia, me perguntaram para que servem as pedras...

Eu era um Monge, um senhor. E durante muito tempo da minha vida, eu carreguei pedras. Não no sentido literal, dos contos e das palavras dos sábios. Mas carreguei pedras porque eu trabalhava na construção de um Templo.

E os Templos antigos não eram construídos com a ajuda de nenhum artefato mecânico como tem hoje. Os Templos antigos eram construídos por pessoas, por pequenos aparelhos que nós conseguíamos fazer.

Só que eu já era um homem mais velho... E quem me perguntou era uma criança. E eu olhei para ele, já tinha dentro de mim a sabedoria do silêncio.

Mas eu era apenas um Monge. Eu não era um Professor. Eu era um homem cansado, porque foi um trabalho muito duro.

Porque ainda que eu tivesse escolhido o caminho do Monastério, do abandono dos bens materiais, da renúncia e dos estudos espirituais... 
Esse Templo era algo que se esperava muito naquela região, então todos que entravam para o Monastério eram obrigados, ou melhor, convidados, a ajudar a erguer aquelas paredes.

Então ali se misturavam pessoas que tinham um bom coração, pessoas que tinham alguma sabedoria, que vinham de famílias mais ricas, uns poucos que sabiam ler, e todos os outros, analfabetos. Uma grande mistura.

E, no fim, todos se igualavam levantando pedras, carregando entulho, subindo paredes, às vezes arriscando a própria vida. Porque nem sempre as técnicas de construção eram adequadas, então os muros se mostravam frágeis. E, vez por outra, até morriam amigos e colegas nossos.

E quando aquela criança me perguntou para que serviam as pedras, um impulso muito negativo dentro de mim queria dizer que o mundo era feito de pedras. Que as ruas eram feitas de pedras, que as montanhas eram feitas de pedras, que as casas eram feitas de pedras e que as pedras eram assim...

Na verdade, esse meu impulso era um impulso pesado e eu não queria dar explicação nenhuma. Porque eu achava que já era tão evidente e eu já estava tão cansado.

Só que o silêncio se tornou na minha vida um bom companheiro. E no mesmo momento em que eu queria descartar a presença daquela pessoa, daquela criança, e dar uma resposta qualquer, como eu faria por impulso, eu me detive um pouco e resolvi pensar o que faria bem a aquela criança ouvir.

E eu, naqueles segundos, pensei em mim mesmo como criança, e em todos os sonhos que eu havia construído: ter uma boa casa, ter um espaço grande para estar com a minha família, ter condições de ter coisas bonitas, como todo mundo pensa.

Quando jovem, eu fui ambicioso. Eu queria aquelas coisas que o dinheiro poderia comprar, eu queria ter os bens para aproveitar as condições da vida.

Mas veio o destino, que a princípio não se pareceu como um grande amigo. E os meus caminhos mudaram e eu acabei nesse Monastério. Carregando pedras.

E aquela pergunta tão simples, talvez tenha me pego num dia onde eu estivesse mais reflexivo, me levou a muitos pensamentos.

E eu fiquei pensando:

Para que serviam as pedras?
Complicar o nosso caminho?
Dificultar os nossos passos?
Pedras como palanques, que deveríamos vencer, ganhar, lutar, superar?
Segurar na mão e atirar em alguém?

E aí o tempo foi passando e os olhos da criança já não tinham mais tanta paciência para me ouvir. Afinal de contas, era uma pergunta simples.

E eu respondi para ele que, para mim, as pedras serviram pra levantar aquela edificação, para construir aquele Templo. E que quando elas se juntaram, elas fizeram uma bela parede da sala de oração.

Resolvi segurar as mãos daquele menino e ser mais gentil. Caminhei com ele, mostrei onde eu tinha passado todos os anos da minha vida. As paredes que eu tinha erguido...

Fui lembrando das coisas que eu fiz, das pessoas que conheci, dos amigos que tive, das brigas... E ele foi se encantando com as pequenas coisas que já tinham sido colocadas naquele Templo, com o barulho do sino, com as vestes dos meus irmãos e companheiros.

Ele era criança e tinha olhos para tudo. Olhos que eu já não tinha mais há quanto tempo...
Porque eu estava focado no meu trabalho, nos meus compromissos, resoluto no meu silêncio, e cansado...

E quando ele foi embora, brincando, correndo, eu agradeci, mentalmente, a oportunidade da pergunta. Porque ali eu olhei para mim mesmo, pensei nas minhas coisas e entendi que um homem velho, um homem que já passou por tantas experiências, não deve colocar amargura em suas palavras.

E fiquei feliz, porque vi que eu não fiz isso, que eu soube pensar, refletir... 
Vi quantas coisas que a vida me trouxe, mesmo me oferecendo tão pouco. Porque eu passei a minha vida inteira naquele Templo.

Eu quero chamar a atenção de vocês hoje, para que vocês observem o Templo de vocês: qual é a casa que vocês estão construindo?
E aqui eu não me refiro, à casa no mundo objetivo. Eu falo do Templo que vocês constroem à sua volta.

Como vocês enxergam as pessoas? Como vocês enxergam a própria vida? O seu trabalho? A sua profissão? Os amigos? Os familiares? Como são as suas pedras?

Como vocês lidam com as dificuldades que surgem e com as frustrações dos desejos não realizados?


E se hoje aparecesse na frente de vocês uma criança, e lhes perguntasse "Para que servem as pedras?"


Quais seriam as ideias que iriam surgir em suas mentes? Quais seriam os pensamentos?
Vocês seriam ferinos com as palavras? Iriam falar qualquer coisa de qualquer jeito?

Pensem nos castelos, nas paredes, nos templos que vocês estão construindo ao seu redor.

A Chama Amarela, à qual eu sirvo, é a Chama da Sabedoria. 
E está sustentada pelo silêncio, pela paciência, porque esses são os alicerces, essas são as vibrações que fortalecem vocês.

As coisas do mundo objetivo, ora vêm e ora saem da vida de vocês. Mas vocês continuam como vocês. Vocês continuam tendo que conviver com o seu coração, com os seus anseios e com as suas ideias. Então se permitam ser firmes na fé, mais abertos e leves, como uma criança.

Não se escondam atrás das paredes de mágoas e de frustração, e nem esperem que mundo lhes ofereça de retorno, a felicidade em todos os seus empreendimentos.

A fortaleza da fé é a base pra manifestação de todo um mundo de alegria e de realização.

Eu Sou Lanto. 
E gosto, imensamente, de compartilhar com vocês as experiências do meu caminho. E digo que foi uma experiência muito interessante ser Lanto, me tornar Lanto.

Porque foram muitas vidas, onde eu aprendi a observar as pequenas coisas, os pequenos atos do meu dia, os pequenos acontecimentos da minha encarnação.

Em muitos desses pequenos atos, eu tive grandes aprendizados, porque os olhos espirituais é que expandem a paisagem da vida.

Recebam as minhas Bênçãos e o meu Amor.

Sigam em Paz.

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Nome de Referência: Para que servem as pedras?
Mestre: Lanto
Data: 12/02/2014
Local: Espaço Alpha Lux
Canal: Maria Silvia Orlovas
Transcrição*: Patrícia Viégas
Edição: Diogo Guedes
Áudio:  ALPHA LUX 05 ANO 16

*O texto de transcrição do áudio, foi levemente editado para uma melhor leitura.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Saudações à Chuva!





Varuna - deus da Chuva e das Águas doces
Gosto e acredito em sincronicidade.
Em alguns momentos acho que nós somos chamamos por ela, entramos em sintonia. E em outros momentos, somos chamamos pelos fatos, desejamos, e também entramos em sintonia com as coisas que acontecem ao nosso redor.
Criamos o destino, projetamos nossas idéias no mundo. Seja agindo de forma correta, ou infelizmente de forma incorreta, pois sabemos que nosso planeta enfrenta as conseqüências da ação predatória do homem desde que o mundo é mundo. E querendo ou não fazemos parte disso…
Mudanças climáticas são o reflexo de escolhas inconsequentes, e abusos do homem, inclusive nas emanações emocionais como raivas, guerras, disputas de poder etc.
Quando falo em abuso do homem, infelizmente temos que nos incluir nas estatísticas, por que é por conta da nossa forma de viver que estamos assim.

Rama o avatar divino, arqueiro poderoso sendo ajudado por Varuna, ao fundo.
Com esse calor absurdo que tem feito aqui em São Paulo, e em vários lugares aqui do Brasil, muitos de nós estão querendo descobrir a forma de chamar a chuva, e de aliviar o desconforto.
Precisamos de água.
E na aula de Yoga que faço com minha irmã Beatriz, que é professora de Yoga, astróloga e estudiosa da astrologia Védica, abordamos esse nosso desejo de trazer a chuva, e ela se lembrou de Varuna, e nos contou a lenda desse deus mitológico.
Veja as palavras de Beatriz:

Brahma, o criador do universo, nomeia Varuna como o responsável pela ordem e manutenção do céu, do oceano, da água doce. Varuna possuía poderes criadores e reguladores da vida.

Varuna organizou então o ciclo do sol, as fases da lua para que as águas nunca invadissem a terra e mantivesse assim a harmonia. 
A água é o elemento relacionando a Lua e o ciclo da Lua define os períodos das marés. 
O Sol emite a luz e quando a Lua está em frente a ele (lua cheia), brilha como um espelho! 
Portanto a luz do Sol, poder criador energia ligada ao Ego, chega até nós transformada pela Lua, e que interfere na mente, no nosso estado psicológico, nas emoções (especialmente na fase cheia), mostrando o quanto somos suscetíveis ao ambiente externo.


Em várias imagens Varuna está sob um dragão, dominando o mal?


"Certa vez um demônio queria dominar a terra, e ameaçou os humanos e o próprio deus Varuna. Uma profecia dizia da chegada deste demônio e que neste período já havia nascido aquele que poderia destruir este demônio, um jovem guerreiro Indra! 
Indra venceria a grande luta e passaria a ser o governante dos deuses e do céu (raios, trovões e tempestades) e foi o que ocorreu. Varuna passou a ser a divindade responsável das águas, e quando Varuna evapora a água e esta sobe aos céus, Indra tem que abençoa-la para que possa chover"

Beatriz fazendo o asana Varuna que promove flexibilidade no tronco, tonifica o fígado e o baço, e melhora a auto confiança. Não é indicado para quem tem lombalgias agudas.
Beatriz na posição da lua, harmonizando sentimentos e emoções.
Pois é amigo leitor, não é ainda a dança da Chuva, mas acho interessante pensar num mundo muito maior do que nosso pensamento cotidiano nos leva. Há muitos mistérios espalhados à nossa volta, e quanto mais estamos conscientes dos poderes ocultos, mais próximos estaremos dos nossos próprios poderes. E quem sabe mais conscientes do retorno das nossas ações.
Quem sabe se agora que mudamos a forma de interagir com o mundo, conseguiremos mudar a realidade que nossos filhos e netos terão que enfrentar aqui na Terra?
O planeta precisa de amor, e de ações responsáveis quanto ao meio ambiente.

Beatriz fazendo a posição da Cancela, ou Portal, relacionada com Indra a divindade que organiza a entrada no céu e na terra. Trabalha as emoções, e trás benefícios para os órgãos internos.

Acho que vale tentar melhorar, e que toda ação, pensamento, e atitude mais amorosa, respeitosa e ecológica vale a pena.
Aqui no meu pequeno mundo, cuido de não consumir nada em excesso, tendo reciclar tudo o que cai na minha mão, respeito as pessoas, o uso do dinheiro, da energia, e tento ao máximo ficar bem com as pessoas. E você o que tem feito?

Se desejar conhecer mais a prática de yoga pode entrar em contato com minha irmã veja os contatos da Beatriz beatrizlabonia@uol.com.br
No facebook: Sivanandayoga Sumaré
R: Plinio de Morais, 426 tel 3672-2018


Aproveito para convidar para o Grupo de Meditação em Alpha Lux todas as quartas 20:30
Investimento mensal: R$ 120,00 Participação Avulsa: R$50,00

Workshop deste mês: Chama Amarela: Prosperidade/Sabedoria/Expansão dia 15 fevereiro
Manhã: Constelação familiar - Tarde: Sintonia da Fraternidade Branca
Investimento/dia inteiro: R$ 170,00

Um beijo para todos, e vamos vibrar pela chuva,

MS