quarta-feira, 9 de abril de 2014

Doce sabor do aprendizado





Grupo de Tarot de Segunda-feria a noite

Quem disse que a vida vem pronta?
Pois é amigo leitor, esta semana tive mais um aprendizado interessante sobre a nossa conexão. Tudo começou na semana passada com a mensagem sobre o ritual de conexão para os próximos 21 dias.
Tudo começou lindamente, recebi a mensagem, fiquei num estado de felicidade com o contato com a energia dos anjos, e depois muito feliz com as constatações que recebi quando soube de outros grupos, que nem conhecia que também estavam se preparando para esse momento astrológico.


No segundo momento fui para a missão, orientar as pessoas de como proceder no ritual, e começaram surgir os desafios, escrever os textos para o facebook, gravações, meditações e vídeos.
Fui me entretendo e tendo que correr atrás de aprender coisas que não sabia, e que ainda não sei direito, por que esse mundo tecnológico é uma loucura. No momento em que você aprende algo, outra coisa está surgindo e a gente vai sempre ficando para trás.
Tudo isso em meio aos compromissos diários, e aos grupos, como o de Tarot que abrimos uma nova turma na segunda-feira. Aliás foi lindo.
Mas o tempo de me dedicar para o meu próprio contato?
Fiquei pensando tanto nos outros, em como melhor servir, e como vencer os desafios que quase deixei de achar que eu precisava do ritual.


Claro que fiz minha parte.
Rezei para o anjo da guarda, escrevi a carta, arrumei armário, fiz doação das roupas, ofereci flores, mas por conta das gravações, e de tudo mais estava focada mais no externo, nas pessoas do que em mim.
Tudo na boa intenção, mas...
Ai aconteceu a brincadeira espiritual. Lembra do dia em que teríamos que experimentar um novo sabor e experimentei um sorvete de chocolate com pistache?
Bom na verdade não quis arriscar muito, e fui logo provando algo que imaginei ser muito bom, e nem foi tanto. Mas fiz isso um ou dois dias antes, para justamente conseguir postar o video no dia em que as pessoas deveriam fazer o exercício. Mas de novo pensei na boa intenção...
OK. Ok mesmo?
Ok, nada. O plano espiritual tinha outros planos para mim, e no dia de experimentar outros sabores aconteceu uma historinha muito engraçada que vou contar para vocês.


Minha irmã é professora de Yoga, e tem uma linda escola aqui bem perto da minha casa onde faço aula com ela de segunda e quarta pela manhã. Adoro minha prática, e me dedico com gosto, mas sou apenas praticante.
Viemos de uma família com um grande compromisso com a espiritualidade, meu pai gostava de Yoga, meditação, coisas da Índia, mestres, e desde que éramos crianças ouvíamos as leituras e fazíamos os asanas com ele. Anos depois, tomei força na minha busca pessoal, fui várias vezes para Índia, tive vivências incríveis por lá, estudei astrologia e Yoga, mas escolhi a Terapia de Vidas Passadas e o caminho com os mestres Ascencionados, seguindo um chamado muito intenso de servi-los, enquanto que minha irmã se especializou em Yoga, astrologia Védica, e agora estuda psicologia. Mas somos irmãs, caminhamos juntas, e temos nossas afinidades, assim como meu irmão que até hoje estuda música e mantras...
Nascemos juntos por uma sintonia, troca, afinidades e também desafios, como acontece com todo mundo, em todas as famílias.
Se você está pensando que nunca brigamos errou. Claro que já brigamos, mas o amor sempre vence!

http://sivanandayogasumare.com.br/website/intro.htm

E ontem, terça feira, no dia de experimentar novos sabores, minha irmã me ligou perguntando que se eu conhecia alguém para substitui-la na aula de yoga por que tinha um exame para fazer exatamente no horário... E eu prontamente me ofereci para dar aula no lugar dela, sem nem pensar que não era professora de Yoga, quis apenas ajudar, e fui de peito aberto.
Não imaginava que ficaria ansiosa, nem que teria "medo"de errar, pois faço o meu trabalho de forma tão tranquila... Então por que ficar ansiosa?
Pois é, era esse meu novo sabor... Fazer algo que não estou acostumada fazer, algo novo.
Meu novo sabor estava ligado à servir, ajudar, sem expectativa de receber nada em troca, fazer com amor, apenas por fazer.
Os anjos nos ensinam em tudo a grande lição deles: Viver, aprender, se doar com compaixão.
Se colocar no lugar do outro não é fácil.

Grupo de Tarot de Sábado

Continuo sendo quem eu sou, mas agora sabendo que os novos sabores não estão apenas na comida, mas em tudo o que nos cerca.

Vamos na luz!

Hoje grupo de meditação, quarta-feira em Alpha Lux 20:30
Mensal R$ 120,00 Avulso: R$50,00

Sábado dia 12 Ritual de Queima do Karma à partir das 9:45 da manhã
Investimento: R$ 170,00

E logo mais dia 10 de Maio em Florianópolis: https://www.facebook.com/conscienciaevoluida


MS





domingo, 6 de abril de 2014

Conexão com os anjos para renovação






Hoje é o Dia 7 – Pesquise sobre uma lenda, ou uma oração diferente, e compartilhe entre seus amigos. 

A oração que escolhi foi o Gayatri Mantra, mas logo mais falo sobre isso. OK?


Tudo na luz?
Como vocês estão se sentindo fazendo o passo à passo do ritual de renovação para a Páscoa?
Tem gostado dos vídeos que estou publicando?
Pois é... Eu estou na corrida, por que esse ritual de renovação está exigindo muito de mim. Estou tendo que fazer o ritual, mas além do meu trabalho pessoal, tenho feito os vídeos, textos e pesquisas sobre o assunto.
Mas vamos deixar claro que não sou diretora de cinema, nem atriz, nem apresentadora, camera, nem nada... Então os vídeos tem sido feito com muito boa vontade, contando com a força das minhas amigas, secretária que aproveito para agradecer muito.
E é claro que estou contando com o fator indispensável para o sucesso, que é a sorte!




Mas o que nós somos sem a interação com as pessoas?
O que conseguimos construir sem contar com a ajuda daqueles que estão à nossa volta?
Nós precisamos das pessoas, precisamos dos amigos, colegas, empregados, familiares para desenvolver nossas atividades no mundo. O que me faz lembrar do passo:

Dia 5 – Converse amorosamente com alguém, não importa quem, e preste atenção se você é mais útil falando ou ouvindo.

Sinto que não se trata apenas de um ritual para alcançar no final a recompensa da "Renovação da Páscoa", mas sim algo para a vida.  Uma conduta que sempre nos fará bem.
Está mais do que na hora de nos tornarmos seres mais evoluídos, mais amorosos, solícitos, gentis.
Não é mais hora de cada um viver no seu mundo e dar conta das suas coisas sem incomodar ninguém.
Vivemos no mundo do compartilhar...
Acho que é por isso que o Facebook faz tanto sucesso, olhamos compartilhamos, aprendemos, trocamos, porém além do meio virtual, precisamos estender essa prática para a vida prática, para o dia à dia.


Precisamos das pessoas e as pessoas precisam de nós. E se oferecermos o nosso melhor, vamos criar essa sintonia. E mesmo que você ainda não viva da forma que gostaria de viver, cercado de carinho, de coisas boas, e de pessoas gentis, não esmoreça, continue investindo na limpeza do karma, e na mudança da energia, que com o tempo e muita luz, muita oração tudo pode mudar. Por isso escolhi o Gayatri Mantra.
Gayatri é a oração para a mãe divina, mãe Gayatri, alento divino, início de toda luz. Força que ilumina os três mundos: físico, astral, e causal.
Principio divino que ilumina o nosso intelecto, coloca luz na nossa mente, esclarece nossos pensamentos, nos ensina pensar, raciocinar com clareza, vendo o que é correto, levantando o véu da ilusão, nos conectando com o divino que é super inteligente, amoroso, puro.
Gayatri nos coloca direto no colo de Deus, portanto limpa o karma, que é consumido pela luz.
Pense amigo leitor, se você compreender com a ajuda da luz espiritual, da sua conexão com Deus alguma situação dura que está enfrentando, aquela situação pode se dissolver!
Lindo não é?



Aqui vai o texto da oração, e forma correta de se pronunciar. 
A sugestão é fazer 3 vezes ao acordar, e antes de dormir, mas quando sinto que a energia está pesada, ou simplesmente quero fortalecer a conexão, usando o japamala, que é uma espécie de rosário com 108 contas, repito 108 vezes.
É muito forte.
Mas você pode começar simplesmente ouvindo o mantra, que já faz muito bem. 

AUM

BHUR BHUVAHA SWAHA
TAT SAVITUR VARENYAM
BHARGO DEVASYA DHEEMAHI
DHIYO YONAH PRACHODAYAT



Ó Divino Poder.
Tu que iluminas o Grande Sol,
os três mundos da Terra, do Ar e do Céu,
que existe em todos os tempos (passadp, presente e futuro)
e em todos os atributos ( Satvico, Rajasico e Tamasico),
eu peço-Te que ilumines o meu intelecto e que disperse
a ignorância, assim como a luz do sol dispersa as trevas.

Eu peço-Te  que o meu intelecto esteja sereno, brilhante e iluminado.

Um beijo a todos e lindo dia!

MS

Lembrando que amanhã, segunda-feira dia 7 de abril às 20:00, respondendo à pedidos, teremos mais um encontro/workshop de Tarot com o tema: Início, como você lida com o novo?
Um encontro muito especial. Participe. A proposta é fazer um encontro por mês e além de aprender jogar o Tarot, e dialogar com o mundo inconsciente, mudar a sua vida para melhor.
Investimento: R$ 80,00

Aulas completas de meditação, limpeza da energia, mantras, e canalização quarta-feria 20:30. Valor mensal: R$120,00 Avulso: R$ 50,00



quinta-feira, 3 de abril de 2014

Mestre, eu não sei




Mestre, eu não sei.
Eu era um menino quando fui para o Templo. Eu vinha de uma aldeia muito simples e acabei chegando nesse Templo, onde eu teria grandes aprendizados. E eu sabia que era um privilégio pra um menino, estudar, viver, nesse monastério.
Mas assim que eu cheguei, era um momento de muita confusão, porque estava acontecendo uma reforma... Uma ala estava sendo destruída e uma outra ala seria construída.
E eu cheguei num momento, onde eu não tinha um professor, onde eu não era pupilo de ninguém. Porque todas as pessoas estavam ocupadas.
Os que eram pequenos, pequenos alunos como eu, já estavam com as suas tarefas destinadas. Os Professores, Mentores (professores mais elevados), cada um fazendo a sua função. E eu cheguei no meio dessa confusão, sem saber onde ficar, onde dormir, onde comer, ou no que trabalhar.

E foi o sentimento mais perdido, mais triste, mais de falta, de angústia... Que eu senti.

Qual é o meu lugar? O que eu tenho que fazer?

E, eu procurava as pessoas... E muitos tinham feito votos de silêncio. E estavam cansados, sujos com pó, carregando pedras... E eu sentia vergonha de perguntar pra eles.

O que eu tenho que fazer? Onde eu vou ficar? Onde eu vou dormir? Onde eu vou comer? O que é certo? O que é errado?
E eu fiquei perambulando de um lugar pro outro. E chorei muito, grande sofrimento, quis desistir.
Mas, uma vez ali dentro. Uma vez tendo sido deixado ali, eu sabia que aquele era o meu caminho. Então, eu fui chegando nas pessoas e fazendo o que elas faziam. Eu comecei a imitar.
Quando eu resolvi que eu iria transformar minha vida. Quando eu resolvi que eu iria parar de chorar e procurar respostas... Eu resolvi que eu tinha que trabalhar, porque era o que estava a minha frente. Era o que eu podia fazer.
E se ninguém me dava atenção, se ninguém tinha tempo pra mim... Se ninguém me ensinava um ofício, se ninguém achava que eu merecia algum tipo de cuidado especial, então eu passei a achar que realmente eu não merecia.
E como eu tinha que sobreviver, eu tinha que fazer parte daquele núcleo, eu me despojei dos meus desejos, das minhas referências... Das necessidades que eu tinha em me sentir seguro, em me sentir orientado...
Eu me despojei das respostas, eu queria que as pessoas me respondessem. Eu queria que o meu orientador ali, que ele se manifestasse. E que ele dissesse pra mim: “Eu vou cuidar de você, está tudo bem e você deve fazer isso...”. Era o que eu mais queria.
E eu passei semanas buscando essa pessoa. Eu passei semanas tentando descobrir quem era o meu orientador, quem iria me cuidar, quem iria me ensinar, quem iria me dar as resposta. E um passava pro outro e o outro passava para um. E eu acabava sempre sozinho.
E, muitas vezes que eu chegava no refeitório, eu não sabia bem os horários, eu não sabia como era tocada a campainha, quem chegava primeiro, onde se sentava... Muitas vezes, eu comia apenas aquilo que sobrava. Eu passei pro muitas dificuldades.
E aí, como eu era o último, um dos últimos a ficar ali me alimentando, eu ficava em silêncio. Eu comia e muitas vezes, eu ali, lavei a louça. Porque eu sobrava com aquele monte de pratos, então eu ia ajudar na cozinha.
E como eu queria falar das minhas coisas, as pessoas só colocavam os dedos nas bocas e... O gesto era: Silêncio. E eu ficava em silêncio, ia lavando a louça. Lavando, lavando, lavando, ajudando, guardando... E esse foi se tornando o meu primeiro hábito: Manter o silêncio. E ajudar quando eu podia ajudar.
E aí, de um hábito perdido ou de uma situação sem controle, como foi durante muito tempo... Arrumar a louça, ajudar, lavar, cuidar da cozinha, se transformou na minha missão naquele momento.

Então, eu já acordava pensando que eu iria ajudar na primeira refeição do dia. E que eu lavaria a louça com os outros. E eu fui ficando na cozinha, sempre no silêncio.

E eu pensava comigo mesmo: Meu Deus do Céu, que gente silenciosa, não sei se eu vou aguentar ser Monge!
Porque eu tenho que falar! Eu tenho que ouvir o que as pessoas pensam ao meu respeito. Eu tenho que ouvir o que as pessoas podem me ensinar sobre a minha história. Eu tenho que ouvir aquilo que as pessoas possam me ensinar ou compartilhar sobre as histórias delas.
Eu olhava pra aquela situação que eu estava vivendo e eu pensava: Não vou aguentar! Eu não vou aguentar! Eu não sei... Não sei aguentar... Não dá pra aguentar!
E aí, já tinha mais uma pilha e eu me jogava a lavar aquela louça, a cuidar e arrumar. E eu fui aprendendo a minha segunda lição: Eu tinha que ser útil. Me sentir útil.
Porque, todas as vezes que eu estava desocupado, vinha o sentimento, a angústia, a necessidade de perguntas, a necessidade de respostas.
E quando eu estava trabalhando, quando era útil, quando eu ajudava... Eu me ocupava, eu me sentia melhor. Eu me sentia participando daquela engrenagem. Eu não era um ponto perdido da engrenagem. Eu era parte do grupo.

Trabalhar. Fazer. Ajudar. Estar ocupado. Ser útil.

Aquilo acalmou muito o meu coração. Eu comecei a me acostumar mais com o silêncio.

Eu comecei a aceitar que eu não teria respostas pra tudo. Eu comecei a aceitar que as pessoas poderiam não ter respostas. E que eu poderia não ter perguntas.

Comecei observar que a minha mente estava doente com tantas perguntas. Comecei entender que aquilo era uma ansiedade. E comecei a ficar em paz, com tantos pratos e com tanta louça.
E um dia, já fazia muito tempo que eu estava na cozinha, o mestre chegou pra mim e disse assim:
   Hoje você vai fazer a comida. 
E eu disse:
   Mestre, eu não sei.

E quando eu disse isso, ele já tinha ido embora.

E aqueles que estavam na cozinha, os cozinheiros e que já faziam tantas coisas. Pessoas que eu já conhecia, com o olhar, com a convivência. Que eram até meus amigos, porque alguns no meio dessa minha jornada, já sorriam pra mim. Já tinham um olhar carinhoso, já sabiam quem eu era. E aquele lugar, no canto da pia, onde eu ficava... Já era o meu lugar.

E eu fiquei muito desesperado porque, imagine um aprendiz ser o responsável pela comida.

E eu disse que eu não sabia. E eu achei que o meu limite deveria ser respeitado. Como muitas vezes nós fazemos.
Eu queria que o meu limite fosse respeitado. Que as pessoas não exigissem mais de mim do que eu estava dando. Que a vida não me pusesse em situações que eu não pudesse cumprir. Eu queria que o meu limite fosse respeitado. E u queria ter a minha zona de conforto, o meu silêncio, a minha paz, pra fazer aquilo que eu tinha que fazer.
E imaginem que isso aconteceu. Esse vulcão de pensamentos na minha mente. Nos cinco minutos seguintes daquela ordem, pra que eu fizesse a comida.
E, olhando aquelas panelas que eram quase do meu tamanho... Eu era um rapaz franzino, pequeno. Pra alcançar a panela eu tinha que subir num banquinho.
Só que eu já tinha visto aqueles homens cozinharem tantas vezes. Eu já trabalhava na cozinha há muito tempo. E eu tinha todo aquele conhecimento dentro de mim, mas, eu não tinha a responsabilidade de fazer nada daquilo.

E eu não queria ultrapassar o meu limite. Mas fui obrigado.

E quando eu vi... Não sei se movido por medo. Não sei se movido por um impulso espiritual maior. Não sei se movido pelas forças do meu destino. Eu estava ali: Colocando água, cozinhando arroz e preparando os legumes.
E como acontecem com os Milagres... O fogo estava aceso, porque alguém ascendeu. Os legumes estavam picados, porque todos os que ali trabalhavam comigo na cozinha, fizeram a sua função. O azeite cheirava, o refogado com cebolas, porque alguém já tinha colocado as cebolas na panela...
E eu fui apenas me conduzindo e sendo conduzindo. Sem saber a hora que eu comandava e a hora que eu era comandado pela engrenagem que já funcionava.
 E quando a comida ficou pronta, e o sabor era agradável, como o esperado... Os meus olhos se encheram de lágrimas, porque eu sabia que eu tinha participado. Eu não tinha feito tudo isso. Eu fazia parte de um todo, de um grupo, de uma engrenagem que trabalhava junto.

E, acho que foi isso que o Mestre quis me mostrar. Que eu não precisava dizer Não.

Eu até poderia dize Não, mas, eu não precisava dize Não.

Porque, não importava muito a minha consciência se eu sabia ou não realizar aquela tarefa.

Aquela tarefa me cabia e eu deveria estar aberto a aquela tarefa.
E é isso que eu venho dizer a vocês hoje. Não acreditem de uma forma tão intensa nos seus limites. E não se achem tão poderosos com as suas vitórias.

Porque, assim como a cozinha, a vida é um grande palco. Cheia de experiências e missões, e desafios, e pessoas, e fantasmas, e medos, e angústias, e erros, e indecisões, e solidão.

Assim como é cheia de oportunidades e de aprendizados.
Abram-se ao destino. Permitam que as situações cheguem até vocês sem tantas resistências. Não resistam ao Mal, não resistam ao Bem.

Tenham força, luz e equilíbrio para viver as coisas que aparecem para vocês viverem.

E tudo se tornará incrivelmente mais fácil.
As pessoas boas virão para ajudar. E as amizades e os relacionamentos que você construiu, às vezes com uma troca de olhar, com uma gentileza, com um carinho, com uma boa vontade... Voltarão pra vocês.
E nem tudo precisa ser falado. Nem todas as perguntas merecem ou precisam de respostas.
Nós Monges, sempre acolhemos o silêncio. Porque o silêncio faz bem. O silêncio ajuda a mente a repousar. Serena as respostas.
O meu Mestre, era o Mestre Lanto. Figura sagrada que eu sigo até hoje, com profundo respeito e com profundo amor. Eu sou só um aprendiz.
Ele dizia isso pra mim:
  – Eu vejo Deus em você. Da mesm a forma que você vê Deus em mim.

E aprendi muito, com aquele homem tão simples.

E é essa a minha oferta á vocês. Uma pequena história, de uma vida que não foi registrada em nenhum livro, em nenhum conto. A vida de um homem simples, que viveu na cozinha.

E hoje, eu entendo. Que precisava daquela simplicidade.

E eu sei que a Alma das pessoas precisa muito da simplicidade. Precisa das perguntas que não têm respostas.
A Alma das pessoas, assim como a minha Alma, sempre precisa do silêncio. Pra poder ouvir, para poder sentir a presença de Deus.
Namastê á todos. Namastê.
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Nome de Referência: Mestre, eu não sei 
Mentora: Discípulo de Lanto
Data: 02/04/2014
Canal: Maria Silvia Orlovas
Transcrição*: Patrícia Viégas
Edição: Diogo Guedes
Áudio:  ALPHA LUX 12 ANO 16

*O texto de transcrição do áudio, foi levemente editado para uma melhor leitura.