sexta-feira, 12 de julho de 2013

Sempre é tempo de mudar




Vendo os recentes acontecimentos que envolveram o Brasil e a onda de comoção que tornou brasileiros atentos e patriotas, o que me vem em mente agora é que sempre é tempo de mudar. Tanto uma mudança externa, política, patriótica, como uma mudança pessoal, familiar, íntima.

A vida não vem pronta, vamos a cada dia construindo nosso destino, abrindo-nos para algumas coisas e ao, mesmo tempo, fechando-nos para muitas outras. Às vezes, por conta de experiências tristes e um certo comodismo, muita gente deixa de lado os sonhos, as ideias que tinham para si mesmas e vão empurrando a sua história com a barriga.

Claro que sou a favor da paz, do bom senso, da harmonia e das relações duradouras, porque é somente numa ambiente pacífico que coisas boas se desenvolvem. A revolta, assim como a raiva, não produzem bons resultados, pois de uma raiz ruim, como brotarão coisas boas? Mas em alguns momentos, o movimento é necessário... e desgosto, desagrado, fazem parte disso.

Não podemos aceitar tudo em nome da paz, da harmonia, do equilíbrio pessoal, familiar ou mesmo social. Em alguns ocasiões temos que dizer não, colocar limites, mostrar nossa indignação. Faz parte da vida expor seus pensamentos e suas ideias. Faz parte mudar.

E justamente nessa semana com tantas histórias corajosas e cheias de emoções e conquistas da sociedade, atendi Raquel, uma bem-sucedida executiva, na área de recursos humanos, sofrendo de uma forte alergia. Apesar de uma terapia alternativa como é Vidas Passadas, casos como o dela, que a medicina não encontra um caminho de cura, acaba podendo ser uma luz.

Assim, ela chegou com vários diagnósticos desencontrados, e muita ansiedade em ficar livre do mal-estar. Expliquei que este processo não pode ser totalmente direcionado, que muitas vezes as causas de uma doença como a dela, uma forte alergia, pode estar associada a vários fatores, desde alimentação, estados emocionais, conflitos etc., e sugeri que ela cuidasse de todas as formas, inclusive, tomando os medicamentos adequados. Mas quando acessamos os registros do corpo emocional -energias do inconsciente- ela começou chorar copiosamente.

Sua alma estava presa aos seus próprios padrões e amarras. Ela tinha medo de mudar, de dizer o que sentia, aprendeu desde cedo na convivência com um pai autoritário, e uma mãe omissa, a ser uma pessoa sociável, gentil e mentirosa. 

A sessão de Vidas Passadas terminou de delinear o retrato de uma mulher muito infeliz, fazendo de conta que era feliz. Porém, a época era outra, ela era uma mulher de um fazendeiro rico da época do império, seu marido envolvido com a política, fazia muitas viagens e tinha várias mulheres, era autoritário e mal-educado na intimidade, porém, quando chegavam pessoas para jantar, ou almoçar em sua casa, ele se transformava num homem gentil e atencioso. Assim, além dos conceitos da época serem rígidos e não permitirem uma separação, ela fazia todos acreditarem que era um doce de pessoa.

Ainda em lágrimas, no final da sessão, ela confidenciou que hoje vivia algo muito semelhante, porque o marido era exatamente igual, mas ninguém sabia, porque ela não queria expor sua vida íntima. Com isso, os abusos foram crescendo e se tornando insuportáveis, como a alergia que estava tomando conta de parte do seu rosto e pescoço.

Pois é, amigo leitor, num tempo em que as pessoas estão acordando para o movimento social, ainda existe muita gente tendo que despertar para tomar atitudes na vida particular. Não é o caso apenas de tomar ações impulsivas, e se separar, é aprender a dizer o que pensa e vencer o orgulho e se expor um pouco. Afinal, qual o problema de revelar suas falhas, de mostrar que errou?

Quem é que tem uma vida perfeita?

Raquel chegou a me dizer que, apesar de bem arrumada e aparentemente jovem, ela já estava com quarenta e oito anos, tinha medo de perder o emprego e de precisar da ajuda do marido.

Observando-a, ficava nítido que mais do que perder algo da posição social, ela estava com medo da mudança, porém, seu corpo estava deixando claro que ela não podia continuar se maltratando.

Separar ou não se separar não era a tônica da questão. O ponto principal era se expor, mostrar seu desagrado e ver o que aconteceria. Meio parecido com a atitude que todos nós brasileiros temos que ter nesse momento. Já mostramos nosso desagrado e agora precisamos permanecer atentos para ver o que acontece. E não podemos deixar de lado as conquistas, porque cada um de nós tem um papel na sociedade e somente fazendo nossa parte é que a mudança para melhor se concretizará.



Vejo que os valores espirituais, como Mahatma Gandhi ensinou, são para ser praticados. “Devemos ser a mudança que queremos ver no mundo!”

Muita luz para todos, lembrando que sábado día 13 julho temos o dia inteiro de curso em sintonia com a Chama Violeta!


Maria Silvia

4 comentários :

  1. Obrigada Maria Silvia, seu espaço é um lugar que sempre volto! Ele é leve e sábio. Estou sempre escutando os mestres no oráculo!
    Agente descobre muita coisa, cai, levanta, fica no escuro, encontra a luz e a cada etapa tentando se superar!
    Também gosto da filosofia do ser de Gandhi, e o hinduísmo continua em mim.
    : )

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    1. Thalita,

      Obrigada pelo apoio.
      O nosso maior tesouro é a resposta positiva das pessoas. Saber que a gente de alguma forma está ajudando alguém faz muito bem.

      Beijos,
      MS

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